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Márcia Mazzei

Deixa eu dizer o que penso, preciso demais desabafar

Primeiro foi aquele cantor do Borel escrachado no palco por ter ofendido pelo Instagram, segundo consta, aquela artista/mulher/trans.

Depois foi aquele recém-eleito deputado, namorado daquela apresentada/ex-âncora do Jornal Nacional que foi obrigado a “ouvir” pouca e boas daquela cantora Gadú, por ter feito uma postagem da amada com vaquinhas ao fundo ilustrando o cenário.

Para ser sincera e por mais que eu tente, não consigo entender o que está acontecendo nesse mundo de meu deus. Existe uma forte e maciça linha de pensamento do “politicamente correto” que perdeu aquilo que, na minha humilde opinião, deveria caminhar de mãos dadas com nossa tal liberdade (princípio básico desse grupo, aliás), que é o bom humor.

Vamos lá gente. Nem sempre há maldade nas coisas ditas por aí. Se nem Fátima Bernardes, uma puta mulher bem resolvida (só as fortes entenderão), se ofendeu com as “brown cow” porque esse discurso feminista, chatinho.

Pelo amor de jesus cristinho. Mesmo essa tchurma da bandeira do arco-íris. Cadê esse colorido todo? Claro que existem comentários abusivos, com teor de violência, apelativos. Mas vivemos dias em que nada pode ser dito em circunstâncias nenhuma. Como mencionou aquele padre midiático outro dia, Deus deveria voltar a Terra e decretar o 11º mandamento: “Cuide da sua vida”.

A propósito, uso esse espaço para dar um testemunho. Ou você, leitor, acha que ter passado a adolescência com 1,44 de altura; de cabeleira loira e cheia de sardas no rosto é o que? É padecer no paraíso. É comer o pão que o Diabo amassou. É cantar “Le it Go” e subir, rezando para ninguém te ver.
Pois é, mas os tempos eram outros. Existia alguma coisa diferente no ar.

Entre um apelido, uma palavra dita sem querer ou por querer, eu era a “Menor” da turma, mas existia o Chocolate, o Lasanha e tudo bem. Ninguém morreu. Nunca vi uma briga, discussão ou coisa que valha por conta dessas palavras ofensivas e/ou pejorativas.

O tempo passou, crescemos, nos tornamos adultos e hoje, vendo todo esse pudor que paira no ar, me sinto censurada a dizer o que penso, o que sinto, o que quero. Esse grupo que defende o “politicamente correto” instaurou a lei do silêncio baseado no critério que eu não fui consultada, mas sou obrigada a obedecer.

Sei não, o mundo anda muito complicado. Falta imaginação, falta bom humor, falta colorido, falta leveza. Tenho medo dos fracos. Medo dos confusos. Medo da maldade da mente e do amargo da língua.

Oremos para dias melhores. Viva a diferença, mas viva o respeito a minha e a sua opinião. Viva a liberdade.

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