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Anselmo Brombal

Os mistérios de Davos

O Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça, foi interpretado das mais variadas formas. Jornalistas contrários ao governo – os mesmos que insistem num terceiro turno de eleições – afirmaram que a fala do presidente Bolsonaro foi fracasso. Seis minutos de discurso e nada mais.

Esqueceram do principal. O que se mostra ao público é uma coisa, o que se trama nos bastidores é outra. Bolsonaro falou pouco, é verdade, mas foi um leão nos bastidores. Conseguiu garantia de investidores estrangeiros, que prometeram colocar alguns bilhões de dólares em nossa economia. E isso é o que imposta.

Alguns afirmaram que Bolsonaro ficou isolado em Davos. Outra mentira. Bolsonaro foi paparicado por governantes e investidores. Não que ele seja bonito ou simpático. Nem tão afável – sua simpatia é próxima ao do presidente americano Donald Trump. E na falta de Trump, Bolsonaro foi a atração.

Investidores e outros governos estão interessadíssimos em negociar com o Brasil. Não há país no mundo que tenha tantas reservas minerais como as brasileiras. Não há país no mundo que tenha potencial turístico como o Brasil. Não há lugar no mundo tão tropical, tão liberal como o Brasil.

E por que o turismo entra no negócio? Por uma simples razão – o governo já pensa em liberar o funcionamento dos cassinos por aqui. Com isso resolve dois problemas: a clandestinidade dos que já funcionam e, de quebra, consegue uma tremenda fonte de impostos.

Em que pesem as críticas, Bolsonaro fez a lição corretamente. Falou pouco, dentro do princípio de que quanto mais se fala maior é a chance de errar. Mas falou o necessário. Falou o que o mundo queria ouvir. Se alguns jornalistas não gostaram, problema deles. Mas pecaram ao transmitir falsa informação para seus leitores.

Bolsonaro foi mais Bolsonaro ainda quando apresentou o governador de São Paulo, João Dória, como provável futuro presidente. Uma frase solta. Talvez dita sem pensar. Ou sem medir a consequência. Mas um sinal que Dória e Bolsonaro estão afinados, e que a trupe de Bolsonaro (maioria militares) vê com bons olhos um Dória na Presidência. No futuro, bem entendido.

Os resultados desse fórum e das conversas de Bolsonaro vão aparecer daqui a alguns meses, para desgosto de quem torce contra seu governo. Dos que ainda não entenderam que estamos todos num mesmo avião, e que o piloto é o presidente. Se ele falhar, todos podem morrer. Melhor torcer para que dê certo.

Outros presidentes já estiveram no mesmo fórum. Alguns foram incensados, outros mereceram notícia em páginas internas. Bolsonaro foi tão visado que chegou a ser fotografado comendo lanche numa lanchonete popular, sozinho. Lembra até o estilo Jânio Quadros. Mas foram fotógrafos europes que o descobriram.

Fim de fórum, fim de feira. E enquanto Bolsonaro andava por lá, o vice Hamilton Mourão se comportou como vice. Parece que os tempos mudaram mesmo.

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