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sexta-feira, 26 abril, 2024

'Brasil não pode ser só uma loja onde a China compra itens', diz Mourão em Pequim

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​“A relação que temos hoje não precisa das características da Nova Rota da Seda, mas isso não está fechado, pelo contrário, está em discussão”, afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão, em Pequim, nesta terça-feira (21) em entrevista à CGTN, canal estatal de TV chinês,  em espanhol. Ele falou por cerca de 30 minutos sobre as relações entre o Brasil e a China. A entrevista vai ao ar no dia 29 de maio.

Sobre a relação Brasil-China, Mourão defendeu que é preciso “agregar valor” no que é exportado. “O Brasil não pode ser só uma loja que a China vai e compra itens. Tem que ser mais do que isso. As coisas que vem do Brasil têm que ter o mesmo valor que as que vem da China. Estamos na era do conhecimento. A economia do século 21 é a economia do conhecimento, esse é o passo adiante que temos que dar nessa relação”.

“Temos uma visão de expectativa sobre quais são as intenções finais, quais as visões do governo chinês. Aguardamos as propostas que a China pode fazer”, disse Mourão, sobre a Rota da Seda. 

A Nova Rota da Seda foi lançada em 2013 e é o principal programa do atual governo chinês, que promete investimentos em infraestrutura e oportunidades de negócios com empresas chinesas. O megaprojeto de desenvolvimento movimenta 30 bilhões de dólares em investimentos e já conta com a adesão de 125 países.

A antiga rota que ligava a China ao Ocidente ganhou novas dimensões e o governo chinês vê a América Latina como uma “extensão natural”. O Panamá foi o primeiro país da região a aderir ao programa. Depois, outros 14 governos latino-americanos vieram ampliar a lista, entre eles Bolívia, Venezuela e Chile.

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