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Nos EUA, strippers se organizam e lutam por direitos e melhores condições de trabalho

Por volta das dez da noite, Nikeisah Newton pega seu carro para uma viagem de dez minutos até o centro de Portland, no Oregon, para entregar refeições saudáveis, que incluem ingredientes como couve, para strippers que trabalham no turno da noite. “Uma das melhores formas de ativismo é alimentar as pessoas”, diz Newton. Sua empresa se chama Meals 4 Six Inch Heels e destina-se a apoiar uma comunidade que, ela acredita, foi menosprezada e abusada por muito tempo.

Newton, cuja ex-namorada era uma stripper, se juntou a uma onda de dançarinos e seus aliados nos Estados Unidos que estão lutando para reforçar as práticas trabalhistas, para acabar com o assédio sexual e a discriminação nos locais de trabalho e para eliminar o estigma em torno do que acreditam ser uma profissão tão legítima quanto qualquer outra.

As integrantes desse movimento estão compartilhando suas experiências com o público por meio de podcasts, livros e artes visuais; usando a tecnologia para divulgar informações sobre sua indústria; e protestando contra as injustiças nas ruas. Elas também encontram maneiras de cuidar umas das outras, com serviços de entrega de refeições, aulas de ioga, clube de leitura, linhas de roupas com slogans de solidariedade, aulas de planejamento financeiro e workshops de comédia.

Quando você usa a palavra “plataforma” agora na comunidade de strippers, ela pode se referir tanto às mídias sociais quanto aos sapatos.

No V-live, em Los Angeles, os frequentadores são incentivados a usar seus celulares para fazer vídeos e tirar fotos das dançarinas. Em uma noite recente, um fotógrafo tirava fotos das moçar, que mais tarde poderiam comprá-las e usar em suas contas do Instagram.

Em noites recentes nos clubes de strip em Los Angeles, em Portland e em Nova York, o público era formado por uma mistura de homens e mulheres. As dançarinas nas três cidades aceitavam gorjetas com naturalidade.

Depois de terminar uma rotina que desafiava a gravidade, uma delas, com longo cabelo loiro batendo nos quadris, se ajoelhou no palco no Jumbo’s Clown Room em Los Angeles para pegar seu dinheiro. “Obrigada, amo seu dinheiro”, disse ela.

No kit kat Club, em Portland, as gorjetas são solicitadas por sinais e por uma dançarina que anda pela plateia com um baldinho brilhante. Na Pumps, em Nova York, as moças abordam cada membro da plateia sentado perto do palco entre cada apresentação e olham fixamente para eles até que as gorjetas sejam entregues. Surgiu um empreendedorismo e um senso de controle de si mesma – afirma Jacqueline Frances, de 32 anos, stripper, comediante e artista em Nova York. – Ninguém ouvia a voz de uma trabalhadora do sexo antes. Eu não teria a carreira que tenho sem as redes sociais. Se eu seguisse o caminho tradicional, ninguém me contrataria.

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