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Casal encontra no mar embalagem de salgadinho vencido há 18 anos

O professor Paulo Roberto Baldacim Junior, de 24 anos, contou ao G1 nesta terça-feira (19) que fazia uma trilha com a namorada quando encontrou a embalagem, que estava em uma região na qual o mar se encontra com o mangue.

“Estava há uns cinco metros do mar. De início, eu achei incrível, já que adorava esse salgadinho exatamente nessa época, quando eu era criança, mas então me lembrei que isso já faz quase duas décadas e, infelizmente, aquele objeto não tinha se decomposto”, contou.

Para conscientizar as pessoas sobre a destinação correta do lixo, o professor decidiu fazer uma publicação sobre o caso nas redes sociais. O alerta viralizou e foi compartilhado milhares de vezes por internautas.

“Atrás tinha a data de validade, que estava um pouco apagada. Só conseguia ver o dia, o mês, e um pouco da parte inferior da embalagem, o que me fez pensar se era de 2001 ou 2007, porém uma rápida busca na internet me mostrou que aquela embalagem era comum em 2000, e em 2007 já havia mudado o design”, disse.

Na publicação, Junior lembrou que a embalagem deveria estar há praticamente 20 anos no mar. “Por algum motivo – negligência ou esquecimento – a embalagem que fora usada em seu consumo final por menos de dez minutos foi deixada na praia, então engolida pela maré alta e esquecida como uma ruína da civilização ocidental, ruína essa que demorará décadas para degradar (sic)”, escreveu.

Ter encontrado a embalagem, segundo ele, reforça a importância da conscientização sobre preservação ambiental. “Minha namorada tem um projeto incrível sobre produção de bioplástico, o que nos fez ver mais ainda como precisamos de alternativas sustentáveis”, afirmou.

A professora de Química da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Cristiane Sampaio, lembrou que são necessários de 100 a 400 anos para que o plástico se decomponha na natureza.

“Poderíamos encontrar essa mesma embalagem lá daqui 100 anos. Temos também o problema do microplástico, já que esse material vai se ‘quebrando’ no mar, devido ao sal e ao sol, e é ingerido pelo animal”, explicou.

“O plástico é um grande inimigo, causa muito mal à vida. Tanto que há uma estimativa que, se permanecer do jeito que está, vai chegar um tempo em que terá mais lixo no mar do que animais marinhos”, completou.

Responsável por fabricar o salgadinho, a PepsiCo informou que reconhece seu papel na promoção da fabricação, uso e descarte do plástico e que trabalha para tornar esse material sustentável. O objetivo da empresa é tornar todas as suas embalagens recicláveis, compostáveis ou biodegradáveis até 2025. Atualmente, 89% das embalagens da PepsiCo são sustentáveis.

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