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sexta-feira, 26 abril, 2024

Medicamentos contra aids podem servir para coronavírus

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Ainda sem perspectiva para garantir sua eficácia, especialistas apostam em medicamentos para combater a gripe e antirretrovirais como possíveis tratamentos para o coronavírus, já que a busca por um novo remédio eficaz levaria anos.

Há duas semanas, médicos chineses confirmaram que haviam administrado medicamentos contra a aids em pacientes com coronavírus em Pequim, segundo estudo realizado em 2004 durante epidemia de SARS que deu “respostas positivas”.

Se usados em conjunto, os antirretrovirais lopinavir e ritonavir diminuem o número de células HIV no sangue do paciente, reduzindo a capacidade do vírus de se reproduzir e atacar o sistema imunológico.

Os médicos também combinaram o tratamento com outro medicamento contra gripe chamado oseltamivir, na esperança de criar uma combinação que possa enfraquecer a força do coronavírus.

Na Tailândia, onde há 19 casos confirmados, um paciente chinês de 71 anos deu negativo para o coronavírus 48 horas após receber os três medicamentos.

Os médicos tailandeses advertiram, porém, que os medicamentos devem ser administrados sob supervisão, em razão de efeitos colaterais, ou de reação com tratamentos anteriores.

O estudo de 2004 mostra que os antirretrovirais usados em pacientes com SARS tiveram “benefícios clínicos substanciais”, segundo especialistas da China.

Testes em 41 pacientes com coronavírus mostraram, no entanto, “limitações”, como apontou uma pesquisa publicada em 24 de janeiro na revista médica The Lancet.

As empresas farmacêuticas estão trabalhando em várias opções de tratamento. A Gilead Sciences, com sede na Califórnia, está trabalhando com as autoridades chinesas em testes clínicos para determinar se o remdesivir – um medicamento usado para tratar a SARS – é eficaz contra o novo coronavírus.

Em paralelo, três equipes na China, na Austrália e no Instituto Pasteur, na França, conseguiram recriar o novo coronavírus em laboratório.

É o primeiro passo para tentar encontrar o “calcanhar de Aquiles” do coronavírus e entender como ele se replica nas células, explica o diretor científico do Instituto Pasteur, Christophe d’Enfert.

Ainda não há tratamento específico, confirmou o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic.

Para o ministro da Saúde de Singapura, Gan Kim Yong, o melhor que pode ser feito contra o coronavírus é “manter a saúde”, para que o sistema imunológico resista à ameaça do vírus, sugeriu o ministro da Saúde de Singapura.

Remédio caseiro

Desde o aparecimento do coronavírus, a desinformação prolifera sobre supostos remédios caseiros.

Na China, circulou informações de que um líquido à base de madressilva e de outras plantas usadas na medicina tradicional poderia “inibir” o vírus.

A mídia oficial chinesa tem sido cautelosa sobre o assunto, e os pesquisadores alertam para possíveis efeitos colaterais.

Na Índia, onde há três casos confirmados, o governo promove a homeopatia e o ayurveda, uma forma de medicina tradicional, contra o coronavírus.

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