Vice-prefeito de Campo Limpo Paulista, Aléssio Grandizoli, acusa poder judiciário de parcialidade

A Justiça do Estado de São Paulo determinou a suspensão dos direitos políticos do vice-prefeito e candidato a prefeito de Campo Limpo Paulista, Aléssio Grandizoli, por improbidade administrativa.


De acordo com a ação civil pública julgada procedente pela Justiça, Grandizoli e Milton Martins da Silva, presidente da Câmara de Vereadores de Jarinu, são acusados de improbidade administrativa, cometida no ano de 2010 por cometerem ilegalidade em concurso público.

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Em 2019 o Ministério Público (MP) recomendou a condenação de ambos, com a suspensão dos direitos políticos pelo prazo de até cinco anos, multa civil de até 12 vezes o valor da remuneração recebida no exercício da função pública, proibição de exercer funções públicas e exoneração do cargo.


Segundo o MP, Aléssio elaborou parecer na Assessoria Jurídica da Câmara de Jarinu, para contratação de empresa especializada para organização e realização do concurso público, do qual ele participaria. No concurso em questão, Grandizoli ficou em 3ª colocação no processo seletivo.


A partir disso, foi verificado que houve ilegalidade para atestar a não convocação dos dois primeiros colocados do concurso público.

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Segundo a sentença, Aléssio foi favorecido no processo seletivo, pois tinha afinidade com o presidente da Câmara de Jarinu e também era advogado da Casa, além de ter sido vereador em Campo Limpo Paulista.


A partir disso, o Novo Dia consultou um advogado que afirmou que a candidatura de Aléssio Grandizoli para prefeito de Campo Limpo Paulista nas eleições 2020 pode ser barrada, caso o juiz eleitoral leve em conta a condenação na ação civil pública.


O que diz Grandizoli


Entramos em contato com o vice-prefeito julgado por improbidade administrativa e o mesmo optou por se pronunciar sobre o caso e contar sua versão.


Segundo ele, a decisão do juiz do município de Jarinu leva em conta interesses políticos e o acusa de parcialidade no julgamento do processo.


“É uma decisão completamente política. Esse juiz de Jarinu é um juiz político, e a decisão após 10 anos veio com intuito de me atingir na cidade”, disse ele em áudio enviado por WhatsApp.


“É uma decisão tão ridícula e tão fraca de um juiz que não tem nenhum conhecimento jurídico, com uma decisão que não tem nenhum sentido, uma decisão política que será facilmente revertida”, continuou ressaltando que sua candidatura a prefeito de Campo Limpo Paulista não será afetada.


“Eu não tenho um pingo de medo dessas pessoas e sou advogado, formado há quase 25 anos, e infelizmente estamos percebendo que o poder judiciário podre do Brasil está sendo utilizado como arma política”, concluiu Grandizoli.

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