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quinta-feira, 3 abril, 2025

Cidadania: Alunos da EMEB Pedro Clarismundo Fornari participam de simulação eleitoral

Os alunos do 4º ano B da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Pedro Clarismundo Fornari, em Jundiaí, vivenciaram na prática a experiência da democracia ao realizarem uma eleição para escolher seus representantes de sala. A atividade foi organizada pelo professor Neemias Alves Pereira, que estruturou todo o processo eleitoral, incluindo a criação de CPFs fictícios, confecção de santinhos e a programação de uma urna eletrônica.

O objetivo foi ensinar conceitos de cidadania de forma dinâmica. ‘Trabalhamos a cidadania para que os alunos compreendam seus direitos civis, sociais e políticos, além de seus deveres. Como praticamos a cidadania? O que significa ser um cidadão? Como podemos melhorar a sociedade?’, explicou o professor Neemias.

Debates e votos

“Durante a campanha, os alunos foram incentivados a desenvolver propostas realistas para a escola e participaram de debates, nos quais puderam questionar e refletir sobre as ideias dos colegas. ‘No início, muitos apresentaram propostas inviáveis, mas, ao longo do processo, compreenderam a importância de pensar em soluções viáveis para problemas reais da escola’, destacou o professor Neemias.

A eleição aconteceu por meio de uma urna eletrônica simulada, com votação secreta e a participação de toda a comunidade escolar, incluindo funcionários da cozinha e da secretaria. Ao final, os candidatos Heloá Martins e Pedro Figueiras, ambos de 9 anos, foram eleitos com 15 votos cada.

Experiência

Para muitos estudantes, a atividade trouxe aprendizado e um maior senso de responsabilidade. Sofia Freire, de 9 anos, que atuou como mesária, destacou a importância da organização no processo eleitoral. ‘Aprendi que todos têm direitos e deveres, e que precisamos respeitar as regras para que tudo funcione bem’, afirmou.

Heloá Martins, uma das representantes eleitas, ressaltou a importância da participação ativa dos alunos na melhoria da escola. ‘Conversamos com as tias da merenda, com a diretoria, a secretaria e os professores para entender os problemas e pensar em soluções’, contou.

Já Pedro Figueiras, também eleito, destacou uma das propostas que pretende trabalhar. ‘O barulho da quadra e da merenda atrapalha muito as aulas. Queremos tentar reduzir isso conversando com os professores e com a diretora’, disse.

Ana Clara De Campos Santa Maria, de 9 anos, mencionou como a experiência mudou sua visão sobre eleições. ‘Antes, eu achava que votar era só escolher alguém e pronto, mas agora entendi que é preciso pensar no que cada um pode fazer de verdade pela escola’, explicou.

Raquel Camilo dos Santos, também de 9 anos, destacou a importância do debate antes da votação. ‘No começo, eu não sabia em quem votar, mas ouvir as propostas me ajudou a decidir. Percebi que é importante escolher quem realmente pode melhorar a escola’, concluiu.”

Impacto

A diretora da unidade, Telma Regina de Lima Gimenez, elogiou a iniciativa. ‘O professor Neemias proporcionou uma experiência muito próxima da realidade de uma eleição. O projeto fez com que os alunos refletissem não apenas sobre a escola, mas sobre a cidadania em um contexto mais amplo’, afirmou. Ela também ressaltou que os representantes eleitos poderão levar as demandas da turma para as reuniões do Conselho Escolar, contribuindo para a gestão da escola.

O projeto não se encerra com a eleição. Os representantes terão o desafio de colocar suas propostas em prática ao longo do ano, incentivando o engajamento dos colegas e exercendo a cidadania de forma ativa. ‘Queremos que eles aprendam desde cedo a votar com consciência, analisando as propostas e não apenas escolhendo por afinidade’, destacou o professor Neemias.

A experiência demonstrou que, mesmo na infância, a política e a cidadania podem ser vivenciadas de maneira responsável, preparando os alunos para escolhas mais conscientes no futuro.

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