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quinta-feira, 3 abril, 2025

Xandão usou jatinho da FAB para ver o jogo do Corinthians

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, utilizou uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar de Brasília a São Paulo na última quarta-feira (26). A viagem foi realizada um dia antes de Moraes assistir ao jogo entre Corinthians e Palmeiras, pelo Campeonato Paulista, no qual o time alvinegro conquistou o título.
A mobilização do voo foi justificada por questões de segurança, mas os detalhes sobre o órgão responsável pela solicitação e a identidade dos passageiros não foram divulgados oficialmente. De acordo com informações disponíveis no site da FAB, o voo transportou apenas um passageiro, embora a identidade não tenha sido explicitada.
Moraes partiu de Brasília após participar da sessão da Primeira Turma do STF, que decidiu tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)e outros sete envolvidos na suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Na tarde seguinte, já em São Paulo, o ministro participou remotamente de julgamentos da corte.
A Folha de S. Paulo confirmou que o ministro estava a bordo da aeronave após consultar autoridades que acompanhavam sua agenda.
Como torcedor do Corinthians, Moraes aproveitou a viagem para assistir ao jogo decisivo contra o Palmeiras, na Neo Química Arena. Ao lado do ministro Flávio Dino, que vestia a camisa do Corinthians apesar de ser torcedor do Botafogo, Moraes esteve presente na partida que teve mais de 48 mil torcedores.
Na sexta-feira (28), Moraes participou de um seminário em São Paulo intitulado “Democracia, Justiça, Política e o Futuro do Ministério Público na Perspectiva Feminina”.
Essa utilização das aeronaves da FAB para o transporte de ministros do STF gerou críticas. Especialistas como Marina Atoji, da Transparência Brasil, questionaram a necessidade de um voo da Força Aérea para um evento como o jogo de futebol, considerando que Moraes poderia ter utilizado um voo comercial.
O advogado Bruno Morassutti, também crítico da situação, apontou que, embora os ministros do STF tenham direito a uma vida particular, o uso de recursos públicos deve refletir as expectativas da sociedade sobre a utilização adequada desses bens.

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