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sexta-feira, 29 agosto, 2025

ANS avalia inclusão de radioterapia avançada para câncer de reto

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu Consulta Pública para avaliar a incorporação da técnica de Radioterapia de Intensidade Modulada no rol de procedimentos obrigatórios dos planos de saúde para o tratamento do câncer de reto. Se aprovada, a medida representará um avanço decisivo para ampliar o acesso dos pacientes brasileiros a um tratamento mais seguro e com menos efeitos colaterais em comparação à radioterapia convencional e conformada, técnicas essas, antigas e que espalham mais dose de radiação onde não precisa.

O câncer de reto é uma das manifestações do câncer colorretal, que atinge o intestino grosso, especificamente a porção final antes do ânus. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, somente no triênio 2023–2025 devem ocorrer 45,6 mil novos casos de câncer de cólon e reto a cada ano no Brasil, sendo 21,9 mil em homens e 23,6 mil em mulheres.

Esse tipo de tumor ocupa hoje a terceira posição entre os mais incidentes no país, sem considerar os casos de pele não melanoma, e a tendência é de crescimento: até 2040, a projeção é de aumento de 21% no número de novos casos anuais, passando de aproximadamente 58,8 mil para 71 mil diagnósticos. O cenário reforça a necessidade de prevenção, diagnóstico precoce e acesso a terapias cada vez mais modernas.

A radioterapia de intensidade modulada já é consolidada internacionalmente e considerada um avanço importante em relação as técnicas convencional e conformada. O método permite moldar os feixes de radiação conforme o formato e o tamanho do tumor, administrando doses mais altas de forma precisa na região comprometida e reduzindo a exposição de órgãos e tecidos saudáveis ao redor, como bexiga e intestino delgado. Essa precisão diminui significativamente os efeitos colaterais agudos, com menos impacto nas atividades diárias do paciente, sem comprometer a eficácia terapêutica.³

Segundo Robson Ferrigno, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, a incorporação da técnica pode representar um marco no cuidado oncológico dos pacientes com câncer no reto. “A radioterapia de intensidade modulada já é uma realidade em diversos países e traz benefícios claros no tratamento de tumores, como o câncer de reto. Ao reduzir efeitos colaterais e preservar funções importantes, a IMRT melhora a qualidade de vida dos pacientes e contribui para melhores desfechos clínicos. A aprovação da cobertura pelos planos de saúde será fundamental para garantir equidade no acesso à oncologia de precisão no Brasil”, afirma.

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