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sexta-feira, 29 agosto, 2025

Campanha atenta para a 3ª maior causa de mortes de recém-nascidos

Considerada a terceira maior causa de mortes de recém-nascidos no mundo, conforme dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, a asfixia perinatal é o tema do Setembro Verde Esperança 2025, ação promovida pelo Instituto Protegendo Cérebros, Salvando Futuros em parceria com diversas instituições do Brasil e do mundo. Com o mote #EuRespiroaVida, o objetivo é disseminar ensino e estratégias para prevenção de sequelas neurológicas em recém-nascidos.

A asfixia perinatal é uma dura realidade que anualmente afeta 20 mil crianças no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Após realizado o diagnóstico, estima-se que menos de 5% dos recém-nascidos com asfixia em nosso país têm acesso ao tratamento e suporte mais adequado, segundo estudo publicado no American Journal of Perinatology (2019). Como consequência, grande parte desses bebês podem ter seu futuro comprometido por diversas sequelas neurológicas, muitas vezes evitáveis, como paralisia cerebral, deficiência cognitiva, cegueira ou surdez.

“Nosso objetivo é sensibilizar os setores público e privado, além de toda a sociedade, para a importância de políticas que visem a prevenção e o tratamento adequado para a redução do número de mortes de crianças. No Brasil, são dois a três bebês por hora que nascem com falta de oxigenação no cérebro. Esse impacto precisa ser percebido e evitado por meio de medidas preventivas e estratégias de neuroproteção”, afirma o médico neonatologista  Gabriel Variane, fundador do Instituto Protegendo Cérebros, Salvando Futuros.

Risco no mundo e esforços brasileiros

A Organização Mundial da Saúde aponta que o quadro representa 23% de todas as mortes de recém-nascidos, tornando-se a terceira maior causa de óbitos evitáveis no mundo. Essa condição pode ocorrer um pouco antes, durante ou logo após o parto. Variane ressalta que o Brasil tem realizado esforços importantes na prevenção, mas é preciso avançar no tema. “Tivemos avanços importantes, como campanhas educativas e capacitação de profissionais, mas ainda é pouco diante do tamanho do desafio. É hora de transformar ações pontuais em estratégias nacionais, com engajamento do governo, setor privado e sociedade civil”, alerta o especialista.

A campanha está na sua 6ª edição e teve como um de seus criadores a médica neonatologista Mariana Dizotti, cofundadora do Instituto Protegendo Cérebros, Salvando Futuros. “O termo asfixia perinatal assusta e pode parecer distante, mas quando falamos que um bebê nasceu e não chorou, que é um dos indicativos dessa condição de saúde, vemos que esse problema é mais comum do que imaginamos.”, informa a neonatologista.

Uma das ações que marca a campanha Setembro Verde Esperança 2025 será um evento realizado no próximo dia 1º de setembro, no Plenário da Câmara dos Vereadores de São Paulo, com o tema “Futuros em Jogo: Prevenção de Lesões Cerebrais e Asfixia Perinatal em Foco”. Na oportunidade, estarão presentes os fundadores do Instituto Protegendo Cérebros Salvando Futuros; Mario Santoro Júnior, médico supervisor técnico do Cejam e membro da Academia Brasileira de Pediatria; Luiz Carlos Zamarco, secretário municipal de Saúde de São Paulo; Beatriz Proença, médica fisiatra da AACD, além de outras lideranças públicas e formadores de opinião, que atuarão no debate sobre as ações de prevenção das sequelas neurológicas e mortes em recém-nascidos causadas pela asfixia perinatal.

“Atualmente, 44% dos nossos atendimentos em todas as unidades da AACD pelo Brasil são casos de paralisia cerebral, patologia que tem como uma das causas a asfixia perinatal. É um assunto urgente e fundamental do ponto de vista de saúde pública. Estamos engajados nessa campanha que, acima de tudo, preza pela saúde, bem-estar e qualidade de vida dos recém-nascidos, evitando sequelas que ficam para a vida toda”, diz Alice Rosa Ramos, superintendente de Práticas Assistenciais da AACD.

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