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quinta-feira, 22 janeiro, 2026

FMJ busca voluntários para estudo sobre desconforto visual na leitura

A Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) convida a população para participar de uma pesquisa inédita que busca responder a uma pergunta que afeta crianças, jovens e adultos: por que tantas pessoas sentem incômodo, cansaço ou dor ao ler, ou têm dificuldade até mesmo antes de começar a ler?

A participação, com ou sem sintomas, pode ajudar a transformar como entendemos e tratamos problemas visuais que ainda passam despercebidos.

O estudo integra o projeto “Análise do Olhar Humano: Estudos Experimentais de Rastreamento Ocular para Reconhecimento de Padrões Visuais em Tarefas Cognitivas”, liderado pelo pesquisador e engenheiro Rafael Nobre Orsi. Segundo ele, “entender como o olho se comporta diante de estímulos visuais é essencial para diagnósticos mais precisos e intervenções que realmente melhorem o aprendizado e a qualidade de vida.”

O projeto conta com apoio institucional da Diretoria de Inovação e Tecnologia da FMJ. Para o diretor, António César Galhardi, “pesquisas como esta mostram como a tecnologia pode derrubar barreiras invisíveis que prejudicam o desenvolvimento humano”

O foco está no estresse visual, especialmente em condições como a Síndrome de Irlen, que ganhou destaque em Jundiaí após a criação da Campanha Municipal de Conscientização em 2019 pelo então vereador e atual prefeito Gustavo Martinelli.

Mas há um ponto crucial: A Síndrome de Irlen vem sendo frequentemente confundida com outras condições, também sem diagnóstico preciso, que afetam o desempenho escolar, a leitura e até o processo de aprendizagem desde a infância. Ou seja, muitas pessoas enfrentam dificuldades, mas ainda não sabem o por quê.

O que é a Síndrome de Irlen?

É uma alteração na percepção visual relacionada à adaptação à luz. Entre os sintomas estão:

·       Sensibilidade ao brilho do papel branco;

·       Dor ou desconforto ao ler;

·       Dores de cabeça;

·       Náuseas;

·       Dificuldade de concentração;

·       Dificuldade para acompanhar linhas ou letras.

Exames oftalmológicos tradicionais não detectam essa condição, e o diagnóstico depende quase sempre apenas do relato do paciente. Isso abre espaço para enganos, atrasos no tratamento e confusão com outras dificuldades visuais ou cognitivas.

 A tecnologia que pode mudar esse cenário

A FMJ está utilizando rastreamento ocular (eye tracking), uma tecnologia moderna, não invasiva e segura, capaz de mapear com precisão o movimento dos olhos diante de palavras, imagens ou estímulos visuais simples.

Essa abordagem permite avaliar não apenas pessoas que leem, mas também pessoas que ainda não aprenderam a ler, incluindo crianças e adultos em alfabetização. Isso é fundamental para esclarecer causas de dificuldade na leitura e na aprendizagem desde as fases iniciais.

O objetivo é desenvolver um método inovador, objetivo e baseado em evidências para apoiar diagnósticos confiáveis e orientar intervenções eficazes. A pesquisa contará com 386 participantes, distribuídos entre grupo controle e grupo alvo, em parceria com a FEI e o Centro Paula Souza.

 Quem pode participar?

Qualquer pessoa, incluindo:

·       Quem sente desconforto visual ao ler;

·       Quem nunca teve sintomas (grupo controle);

·       Crianças ou adultos que ainda não sabem ler, mas apresentam sinais de desconforto visual, dificuldade de foco ou desafios no processo de aprendizagem.

 Onde acontecerá?

Na Unidade 1 da Faculdade de Medicina de Jundiaí

Rua Francisco Telles 250 – 1º andar.

Agendamento Das 8 às 17 horas

Fone 11 3395 2157 ou nit@fmj.br

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