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segunda-feira, 19 janeiro, 2026

Janeiro Branco: Jundiaí reforça importância do acolhimento

O mês de janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, movimento nacional que convida a sociedade a refletir sobre a importância do cuidado com a saúde mental. A iniciativa chama atenção para a necessidade de olhar com mais sensibilidade para as emoções, os sentimentos e os impactos do cotidiano sobre o bem-estar psicológico da população.

Nesse contexto, a Secretaria de Promoção da Saúde de Jundiaí, por meio da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, desenvolve ao longo do mês uma série de ações voltadas à conscientização, prevenção e promoção do cuidado em saúde mental, reforçando que falar sobre o tema é um passo fundamental para a construção de uma vida mais equilibrada e saudável.

Ao longo do mês, diversos equipamentos realizarão atividades temáticas, como meditação, auriculoterapia, rodas de conversa, caminhadas e dinâmicas motivacionais, de acordo com a programação de cada unidade.

Referência em saúde mental, Jundiaí conta com uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) estruturada e articulada, que rotineiramente, ao longo do ano, oferece acolhimento, acompanhamento contínuo e atenção integral às pessoas em diferentes faixas etárias e situações de sofrimento psíquico.

Atualmente, a RAPS possui quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em funcionamento, além de atendimento hospitalar para casos de maior gravidade, garantindo assistência especializada quando necessário. A estrutura também inclui centros de convivência, serviços residenciais e o programa Consultório na Rua, que leva cuidado em saúde mental e atenção integral à população em situação de extrema vulnerabilidade social. Além disso, o município conta com 35 Unidades Básicas de Saúde, apoiadas por 10 equipes do programa eMulti, que integra profissionais de diversas especialidades.

A principal porta de entrada para acessar esses serviços são as UBSs, que de 2024 para 2025 registraram aumento de 18% na procura por atendimentos de saúde mental. Cada caso acolhido pela unidade de referência é avaliado individualmente e encaminhado para assistência multiprofissional, podendo envolver, além de atendimento psicológico, também nutricional e esportivo, quando necessário indicar.

Amanda Ribeiro, psicóloga da rede, reforça a importância da autoescuta e do olhar atento da família, no caso de crianças e jovens, para reconhecer os sinais de que algo não vai bem com as emoções. “Perda de prazer nas atividades cotidianas, repetição de pensamentos negativos, falta de perspectivas de vida, irritabilidade acentuada, introspecção e ingestão excessiva ou insuficiente de alimentos são alguns dos alertas. Nem sempre esses sinais apontam para um diagnóstico de transtorno mental, mas podem indicar um sofrimento que, se olhado com acolhimento, tem alternativas para uma vida mais feliz”, afirma.

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