publicidadespot_img
21.8 C
Jundiaí
quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

Cirurgia de catarata alivia a insônia

A catarata, opacificação do cristalino, é maior entre mulheres no mundo todo e  tem como principal causa o envelhecimento. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor do Instituto Penido Burnier e membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, a mulher tem mais catarata porque o cristalino tem receptores de estrogênios que facilitam  a oxidação da lente do olho.

O oftalmologista explica que a doença é multifatorial. Além dos hormônios pode também  estar associada a traumas, diabetes, insônia,  uso contínuo de corticoide, alta miopia, doenças autoimunes, exposição ao sol sem proteção, tabagismo, consumo abusivo de sal.

Dos fatores de risco elencados por Queiroz Neto  um deles está em ascensão no Brasil e é maior entre mulheres: a insônia. É o que mostra a Vigitel 2025,  pesquisa anual do  Ministério da Saúde sobre doenças crônicas.

Esta última edição da Vigitel revela  que 20% dos brasileiros  dormem menos de 6 horas/dia. A insônia atinge 31,7%. Entre mulheres a prevalência é de 36,2% ante 26,2% dos homens.  A faixa etária de maior prevalência da insônia é dos  45 aos 54 anos.

 A frequência mais expressiva de sintomas de insônia entre elas ocorreu em Maceió (45,6%)  As menores entre elas aconteceram  em Florianópolis (32%), Natal (33,3%) e São Paulo (33,7%).  Entre homens a maior prevalência foi é de 34% em Porto Velho e a menor  de 21,1%. em João Pessoa.

Cirurgia pode aliviar a insônia

A boa notícia é que a cirurgia de catarata melhora  a visão e diminui o risco de  outras condições frequentes nas pessoas com  60 anos ou mais. Leôncio Queiroz Neto afirma que a cirurgia de catarata melhora  a visão e diminui o risco de  outras condições frequentes nas pessoas com  60 anos ou mais. que isso acontece porque a catarata é muito mais que   visão embaçada.

Quando o cristalino fica opaco, menos luz azul natural do dia chega à retina, pontua. Resultado: diminui a produção de melanopsina, um foto pigmento encontrado  nas células ganglionares da retina.  “É a melanopsina que detecta a luz para  regular nosso relógio biológico ao ciclo do dia e promover o  estado de vigília. Com a chegada da noite, comenta, é a melatonina, hormônio do sono que entra em cena para  relaxarmos. Portanto se a quantidade de luz que penetra em nossos olhos não é suficiente todo nosso organismo sofre consequências”, diz. O oftalmologista ressalta que a falta de sono também aumenta produção de radicais livres,  reduz os mecanismos antioxidantes da glutationa e da catalase que protegem o cristalino.

Queiroz Neto afirma que isso pode acontecer cada organismo tem as próprias particularidades. disso, em algumas pessoas o núcleo supraquiasmático que regula nosso relógio biológico  tem maior plasticidade para se adaptar a diferentes alterações de luminosidade. Outro fator é a maior exposição ao sol nas primeiras horas do dia que estimula a produção de melatonina e até o uso de moduladores do sono.

Quais os sintomas da catarata?

A maioria das pessoas não percebe a catarata logo no início devido à capacidade de adaptação de nosso cérebro. Os principais sintomas elencados pelo oftalmologista são:

•  Troca frequente de óculos e visão embaçada;

•  Perda da visão de contraste, especialmente em ambientes com pouca luz;

•  Fotofobia;

•  Alterações na percepção de cores;

•  Dificuldade para dirigir à noite.

Não existe idade certa para operar e a catarata subcapsular causa mais fotofobia e por isso precisa ser operada antes sugere Queiroz Neto. Os sinais de que está na hora de operar é a dificuldade em exercer atividades  corriqueiras como ler um livro, usar o computador ou celular ou dirigir.

A cirurgia de catarata é uma das mais praticadas o mundo e também uma das mais seguras. “O maior risco é uma infecção generalizada no globo ocular como ocorreu em uma pequena cidade doo estado durante o último mutirão, mas em salas cirúrgicas bem esterilizadas a possibilidade disso acontecer praticamente não existe, afirma Queiroz Neto. A cirurgia é realizada com aplicação de um colírio anestésico e sedação que torna o procedimento bastante tranquilo para o paciente. Fazemos um corte de 2 mm no canto da córnea por onde aspiramos o cristalino opaco e inserimos a lente dobrada que se abre no saco capsula, local onde o cristalino natural fica apoiado. O mais importante é seguir as recomendações médicas e não falhar no uso  dos colírios prescritos para não correr risco,” finaliza.

SUGESTÃO DE PAUTAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

PUBLICIDADEspot_img
publicidadespot_img
publicidadespot_img

Deixe uma resposta