Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria tiro de misericórdia. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.
Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de atestado de renascimento.
Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre.
O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.
Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.




