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quinta-feira, 5 março, 2026

66% das pessoas obesas atribuem doença a escolhas pessoais

Uma pesquisa internacional com 14.500 participantes de 14 países, incluindo o Brasil, revelou que 66% das pessoas com obesidade acreditam que a doença poderia ser evitada por meio de “escolhas pessoais”. A publicação dos dados coletados pelo Instituto Ipsos de pesquisa foi feita ontem (4), no Dia Mundial da Obesidade.

Embora a obesidade seja reconhecida como doença crônica pela Organização Mundial da Saúde, 63% dos entrevistados afirmam que dieta e prática de exercícios físicos, isoladamente, seriam suficientes para resolver o problema para a maioria das pessoas. Apenas 51% relacionam fatores genéticos e biológicos como causa primária da doença.

Essa percepção não reflete a complexidade do problema. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgado pela Federação Mundial de Obesidade (WOF, na sigla em inglês), a obesidade é uma doença crônica multifatorial, influenciada por fatores biológicos, ambientais e sociais.

O documento aponta que os ambientes em que as pessoas vivem, trabalham e estudam podem aumentar ou reduzir o risco de desenvolver a doença. Fatores precoces, como condições durante a gestação e os primeiros meses de vida, também exercem influência no risco de obesidade ao longo da vida.

A própria pesquisa da Ipsos mostrou que 7 em cada 10 pessoas reconhecem a obesidade como uma condição médica que exige acompanhamento contínuo. No Brasil, entretanto, esse percentual é menor, ficando em torno de 55%. Dados do Ministério da Saúde indicam que mais de 60% da população brasileira está acima do peso e aproximadamente 25% já vive com obesidade.

Impactos da obesidade na saúde:

Diabetes tipo 2;

Doenças cardiovasculares;

Hipertensão arterial;

Alguns tipos de câncer;

Problemas articulares;

Distúrbios metabólicos.

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