Alterações nos padrões respiratórios podem explicar o fato de que 40% das pessoas com hipertensão continuam com pressão alta, mesmo tomando medicamentos. A descoberta é de pesquisadores da Universidade de São Paulo e aponta caminhos para a busca de novos tratamentos.
Os estudos indicam que alterações nos padrões respiratórios, especialmente envolvendo fortes contrações dos músculos abdominais (expiração ativa), podem desencadear hipertensão.
Em modelos animais (ratos), os cientistas descobriram que neurônios da região parafacial lateral (pFL na sigla em inglês) modulam a atividade simpática durante a expiração, contraindo vasos sanguíneos e contribuindo para picos de pressão arterial e hipertensão neurogênica (caracterizada por disfunções no sistema nervoso central).
Por outro lado, a inibição desses neurônios normaliza a pressão arterial em casos de hipertensão neurogênica induzida por hipóxia crônica intermitente, uma das principais características da apneia obstrutiva do sono, quando há alternância repetitiva entre períodos de baixa oxigenação nos tecidos e níveis normais.
Responsável por controlar a expiração ativa, a pFL está localizada na porção mais inferior do tronco encefálico (bulbo), que conecta o cérebro à medula espinhal. O estudo foi publicado na revista científica Circulation Research O artigo Lateral parafacial neurons evoked expiratory oscillations driving neurogenic hypertension pode ser lido em: ahajournals.org/doi/10.1161/CIRCRESAHA.125.326674..




