O Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (Peama), da Prefeitura de Jundiaí, completou 30 anos no domingo (15). Durante três décadas, o programa se consolidou como referência na cidade ao ampliar oportunidades, fortalecer vínculos familiares e promover a participação ativa das pessoas com deficiência na sociedade por meio do esporte.
Um marco importante foi alcançado em 2025, quando o Peama passou a ser oficialmente política pública permanente de Estado, após a aprovação unânime, na Câmara, do projeto de lei de autoria da Prefeitura.
Em números, o Peama tem 400 alunos praticando 16 modalidades e orientados por 30 professores – entre educadores da Secretaria de Esporte e Lazer e contratados pela Associação Jundiaiense de Esportes Paralímpicos – além de estagiários e voluntários.
Mais de 1.500 alunos já passaram pelo programa. As modalidades oferecidas são: tênis de campo, atletismo, futsal, natação, Escola da Bola, ciclismo, bocha, capoeira, dança, goalball, karatê, caminhada, corrida de rua, atividades náuticas, musculação e ginástica rítmica.
Os alunos se sentem acolhidos e “em casa” quando frequentam as aulas do Peama. Serge Lories, que pratica natação e ciclismo há um ano e quatro meses, disse que o programa mudou sua vida. “Aqui, eu me sinto abraçado. O Peama é o meu ‘porto seguro’. É um agente de transformação e de luz na minha vida”, revelou.
Victor Piansentin Pereira de Medeiros tem 20 anos. Desde os cinco, é aluno do Peama e está sempre na piscina do Cece Nicolino de Luca (Bolão) para as aulas de natação. “Gosto dos professores e do convívio com os colegas. É um prazer e uma satisfação participar das atividades. O Peama melhorou muito a minha vida”, disse. “Já participei de vários campeonatos, tanto em Jundiaí quanto em Valinhos e Vinhedo. Tenho um monte de medalhas”, lembrou Victor, cheio de orgulho.
Seu pai, Roberto, acompanha o rapaz em cada aula. “Ele não quer faltar nunca. Já aconteceu de ele colocar a touca e os óculos de natação ainda em casa, antes de entrar no carro. É uma ansiedade boa da parte do Victor”, contou. “O Peama é um sucesso e deve ser ampliado. Cumpre um papel social importante, acolhendo alunos e parentes. Os professores são excelentes. Conhecem as capacidades de cada um que pratica esporte aqui. Meu filho melhorou demais depois de se matricular no programa, no controle da ansiedade e na parte motora”, elogiou Roberto.




