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quarta-feira, 8 abril, 2026

Só 11,7% dos adolescentes têm o título de eleitor em SP

Mesmo sendo o estado mais populoso do país, São Paulo enfrenta um cenário de baixa participação entre adolescentes no cadastro eleitoral. Dados do Tribunal Superior Eleitoral, compilados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostram que apenas 11,7% dos jovens de 16 e 17 anos no estado tiraram o título de eleitor.

Na prática, os números mostram o tamanho do desafio. O estado tem 1,19 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos, mas menos de 139 mil fizeram o título de eleitor, ou seja, só 11,7%. É um índice bem abaixo da média nacional, que já não é alta: 20,3%. No resto do país, 1,8 milhão de jovens dessa faixa etária estão cadastrados, de um total de 5,8 milhões.

Mesmo com o voto sendo opcional antes dos 18 anos, o levantamento reforça que tirar o título de eleitor é o primeiro passo para o jovem começar a participar de verdade da vida política e ter suas demandas levadas em conta nas eleições.

Esses estados lideram o país na proporção de adolescentes que já tiraram o título de eleitor, todos bem acima da média nacional, que é de 20,3%.

Rondônia (RO) – 40,5%

Tocantins (TO) – 39,2%

Piauí (PI) – 36,7%

Acre (AC) – 34,8%

Maranhão (MA) – 32,4%

Na outra ponta do ranking, os menores índices de participação entre adolescentes estão concentrados principalmente em estados mais populosos. O Rio de Janeiro lidera negativamente, com apenas 11,3% dos jovens com título de eleitor, seguido de perto por São Paulo, com 11,7%, e pelo Distrito Federal, com 12,1%. Na sequência aparecem o Espírito Santo, com 14,4%, e o Rio Grande do Sul, com 14,5%.

Com o prazo final se aproximando, até 6 de maio, o Unicef intensificou a mobilização para incentivar esse público a se cadastrar. Em parceria com o TSE, a campanha aposta em ações nas redes sociais, escolas e na imprensa para alcançar mais adolescentes. A ideia é: fazer com que os próprios jovens puxem esse movimento, incentivando amigos e colegas a também tirarem o título e ocuparem seu espaço no processo democrático.

Os dados também revelam que a participação dos adolescentes varia ao longo dos anos e costuma crescer em períodos de eleições presidenciais. Em 2022, mais de 2 milhões de jovens tiraram o título, o equivalente a 34% dos aptos. Ainda assim, o índice atual indica queda no engajamento. Em contrapartida, estados como Rondônia, Tocantins e Piauí registram os maiores percentuais de cadastro, superando 35% de adesão entre adolescentes, o que reforça as desigualdades regionais na participação eleitoral.

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