A eficácia pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias após a segunda dose.
Estudo clínico final sobre a CoronaVac, divulgado no domingo (11), mostrou que a eficácia da vacina é maior que o resultado já divulgado anteriormente. O estudo foi feito pelo Instituto Butantan, que produz a vacina em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A eficácia pode chegar a 62,3% com um intervalo de mais de 21 dias após a segunda dose – sendo que a eficácia mínima já aparece duas semanas após a primeira dose.
Segundo artigo científico encaminhado para revisão e publicação na revista científica Lancet – uma das mais respeitadas do mundo, a eficácia para casos sintomáticos atingiu 50,7%, – o que anteriormente era de 50,38%. Isso significa que, em uma população vacinada, o imunizante reduz pela metade os novos casos de infecção.
De acordo com estudo, os casos de infecção que precisam de atendimento médico a eficácia do imunizante variou de 83,7% e 100% – quando no estudo preliminar indicava 78% e 100%. Já o índice de eficácia global aponta a capacidade que o imunizante tem de proteger todos os casos de covid-19 – leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde e pela Anvisa é de 50%.
Eficácia contra variantes da covid-19
O estudo mostra eficácia contra as variantes brasileiras P1 e P2 do vírus Sars-Cov-2 – por se tratar de uma vacina feita a partir do vírus inativado. Segundo Ricardo Palácios, diretor médica de pesquisa cínica e diretor desse estudo final da fase 3 da vacina, o imunizante atua com as variantes P1 e P2 do mesmo modo que atua com a variante clássica.
“O que nós esperávamos é que está sendo uma vacina de vírus completo inativado, ela tinha uma maior resistência a perdas de neutralização perante às variantes e isso foi confirmado pelos dados laboratoriais, efetivamente tanto a cepa P1 como a P2 elas são neutralizadas de forma análoga a como é a variante clássica”,
O diretor ainda explica como chegaram à conclusão. “Foram realizados estudos de neutralização nos quais faz um cultivo do vírus em um conjunto de células. Esse vírus, ele começa a causar dano e se coloca em diluições do soro das pessoas vacinadas. Esse soro tem os anticorpos, o dano da célula é detido, não acontece. Então, dessa forma, sabemos que o vírus foi neutralizado. E esses testes de laboratórios foram realizado em laboratórios de biossegurança 3, em conjunto com colegas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo”.





