Posso começar dizendo que vivemos na era da intolerância. A opinião contrária é motivo de raiva e pensar diferente é considerado errado. Outro dia ouvi uma pessoa dizer que “se você pensa de tal maneira, você é uma pessoa ruim” ou “se você vota em tal pessoa, você não é cristão”. Ao que tudo indica, religião também virou política. Agora, ser cristão depende de quem você vota?
Nesta semana, recebemos a foto de uma postagem do vereador de Itupeva, Eduardo Custódio. “O cérebro é o órgão mais fantástico do ser humano. Ele trabalha 24 horas, 365 dias, desde o nascimento, até você virar esquerdista” escreveu.
O fato alguém pensar diferente o torna burro ou ignorante? Ter opiniões diferentes é errado? Outra vez voltamos para a palavra intolerância.

“Não existe debate construtivo quando o discurso se concentra apenas em dois pontos de vista. Direita x Esquerda. Temos que pautar projetos, politicas públicas, independente de esquerda ou direita. Temos que sair da bolha”, escreveu um internauta, sobre a publicação do vereador.
Estamos vivendo um momento crítico no país – uma pandemia que já matou mais de 460 mil pessoas. Vamos falar sobre amor, é disso que precisamos, não de ódio. Afinal, o amor pode ser uma ação política? Nos anos de 1950 e 1960, o pastor evangélico, Martin Luther King Jr, mostrou que o amor é inseparável da luta política. Ele não falava sobre sentimentos, e sim de dialogar e compreender.
O que se espera de um líder? Seja ele político ou não, o papel de um líder é inspirar, motivar, compreender e dialogar. Não ofender. Ser líder é aceitar que pessoas pensam de formas diferentes. Pelo visto, Eduardo Custódio, não sabe aceitar opiniões.





