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quarta-feira, 28 outubro, 2026

Imigração japonesa completa 108 anos no sábado

Primeira turma de imigrantes chegou no dia 18 de junho de 1908 no Porto de Santos, a bordo do Kasato Maru

Há 108 anos chegava ao Porto de Santos o navio Kasato Maru. 781 japoneses haviam decidido tentar a vida no outro lado do mundo e enfrentaram uma viagem de 52 dias. Havia ainda 12 passageiros independentes, fora do acordo da imigração. Três anos depois, os imigrantes compravam seus primeiros lotes de terra, ao lado da Estrada de Ferro Sorocabana, onde hoje está Cerqueira César.
De lá para cá, os japoneses se firmaram no país. Em 1914, por exemplo, eram dez mil japoneses trabalhando no Estado de São Paulo, principalmente na lavoura. Os paulistas se habituaram rapidamente com “aquele povo estranho, de olhos puxados, que tinha os nomes cheios de K, Y e W”, relatava uma crônica da época.
Hoje o Brasil é o país que tem a maior população japonesa fora do Japão – entenda-se japoneses e seus descendentes. São mais de um milhão e meio de pessoas – um milhão só no Estado de São Paulo.
A partir da terceira geração no Brasil, os descendentes de japoneses passaram a se abrir definitivamente à sociedade brasileira. Os avós imigrantes trabalharam duro no campo para que seus filhos e netos tivessem futuro no Brasil. Na década de 1960, os japoneses saíram do campo e rumaram para as cidades para concluir os estudos. O principal destino foi São Paulo, que se tornou a cidade com maior número de japoneses fora do Japão.
A partir da década de 70, o isolamento étnico começou a se deteriorar e a miscigenação passou a fazer parte da realidade da colônia japonesa no Brasil. Atualmente,  61% dos bisnetos de japoneses têm alguma origem não-japonesa. Os traços mestiços predominam entre a nova geração, já integrada ao Brasil.
Os vínculos com o Japão ancestral, porém, são menores. Para se ter uma idéia, a maioria não fala ou conhece pouco do idioma japonês.
Dekassegui – O fenômeno que ainda se observa nos dias de hoje é a ida de brasileiros de origem japonesa e seus cônjuges para trabalhar no Japão, a maioria como operários na indústria. São os dekasseguis. Atualmente, mais de 300 mil dekasseguis estão no Japão.
Atualmente, a colônia japonesa no Brasil está dividida em Isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão): 13%; Nisseis (filhos de japoneses): 31%; Sanseis (netos de japoneses): 41%; Yonseis (bisnetos de japoneses): 13%. Além do Estado de São Paulo, a colônia japonesa também tem forte presença nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará.
Em Jundiaí é grande a presença da colonia japonesa e seus descendentes. Para preservar a cultura e manter as tradições, há a sociedade Nipo Brasileira, cuja sede está na avenida Osmundo dos Santos Pelegrini (perto do Cemitério Parque dos Ipês).

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