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quarta-feira, 28 outubro, 2026

Feijão mais caro. Advinha de quem é a culpa?

Quem costuma ir ao mercado já notou que o preço do feijão, principalmente, anda pelas alturas. O preço do arroz acompanha, assim como de outros alimentos – até os que não têm nada a ver com o clima, principal desculpa para os aumentos. Os economistas que gostam de falar bonito sem nada explicar, dizem que os preços foram “pressionados por problemas climáticos”. Traduzindo: aumentou tudo.
Só o feijão subiu 28%, em média, até maio, segundo pesquisa de auditoria de varejo da GfK, que coleta preços em pequenos e médios supermercados instalados em 21 regiões do país, entre capitais e cidades do interior. O mesmo levantamento aponta que o arroz ficou 5% mais caro no período.
De acordo com o IBGE, que mede a variação nas capitais, o preço do feijão subiu 33,49% no ano até maio e 41,62% em 12 meses. Mas já existe uma alta de preço do arroz no varejo encomendada. É que a cotação do saco de 50 kg do arroz tipo 1, em casca, atingiu R$ 44,52 na sexta-feira, o maior valor registrado no Rio Grande do Sul em quase 20 anos, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Além do feijão com arroz, a pesquisa da GFK aponta também altas expressivas no ano até maio de outros produtos básicos, como farinha de mandioca (34,5%), leite longa vida (19,3%), açúcar (18,2%), ovo (7,7%), óleo soja (7,6%) e até carne de segunda (3,12%).

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