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quarta-feira, 19 agosto, 2026

Ministério da Saúde avalia necessidade de 3ª dose da vacina

A preocupação com a variante Delta e o aumento das infecções pelo coronavírus em vacinados com duas doses em outros países trouxeram à discussão a possibilidade de aplicação de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 para a população, especialmente em idosos. 

De acordo com estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a projeção é de um aumento nas internações de idosos com mais de 80% nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em contrapartida, no final de semana, o Brasil superou a marca de 200 milhões de doses distribuídas, sendo que ao menos 157 milhões já foram aplicadas.

Durante audiência no Senado, a secretária de enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, garantiu que todos os fatores serão observados antes de tomar qualquer decisão sobre aplicação de um eventual reforço. 

“Para algumas faixas etárias, para determinados imunizantes, realmente está diminuindo essa proteção. Por isso, iniciamos os debates em relação aos imunizantes na nossa câmara técnica assessora, mas não apenas em relação a ter uma terceira dose, também voltados para o nosso planejamento do que vem na aquisição desses imunizantes”, considerou. 

Ela  ressaltou que os tipos dos imunizantes e a possibilidade de intercambialidade serão considerados. Durante a reunião, a diretora da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Meiruze Freitas, também defendeu o reforço da vacinação, porém apontou possíveis dificuldades.

O maior desafio dos gestores públicos é equalizar a imunização com duas doses, que é o esquema que responde pela melhor eficácia das vacinas, e utilizar a terceira dose, especialmente num mundo de distribuição ainda justa. 

A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz, Margareth Dalcomo, avaliou a necessidade da terceira dose a ser aplicada em grupos específicos. “Os grupos considerados prioritários seriam de pessoas vacinadas com doses compostas de vírus inativado, sobretudo a CoronaVac, a partir dos 70 anos, profissionais da saúde e todas as pessoas portadoras de imunodeficiência”, conclui. 

(Fonte: Jovem Pan)

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