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quarta-feira, 28 outubro, 2026

Câmara aprova 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas

Dívidas do setor público e do setor corporativo são fatos da economia atual que estão preocupando. Um deles é a decisão, aprovada inicialmente pela Câmara dos deputados, de permitir a estrangeiros serem donos de empresas aéreas brasileiras. Elas atravessam graves dificuldades e estão altamente endividadas.
A emenda, que acabou com a restrição para capital estrangeiro nas companhias aéreas não foi discutida com antecedência – apareceu no plenário com total do apoio do Palácio do Planalto e teve discussão. Porém, a emenda passou fácil na Câmara.
As duas maiores companhias aéreas brasileiras tiveram prejuízos milionários no ano passado. A medida provisória editada ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff passava o limite para capital estrangeiro dos atuais 20 para 49%. A emenda que passou a permitir que companhias estrangeiras sejam donas de 100% das aéreas brasileiras foi uma surpresa para boa parte dos deputados.
Quem apresentou a emenda foi o líder do PMDB, deputado Baleia Rossi. “Eu acredito que esse é um setor extremamente importante para o país e, com a possibilidade de novos investimentos, nós vamos primeiro garantir os empregos do setor. A possibilidade real de criação de novos empregos”, justificou Rossi.
A oposição diz que o Brasil vai contra o que a maioria dos países estabeleceu e vai tentar derrubar a emenda no Senado. Os deputados que defendem a medida prometem o mundo dos sonhos para o consumidor.
O especialista Jorge Eduardo Leal Medeiros acredita que seguir o limite de 49% seria o recomendável agora. O Brasil estaria no rumo de outros países com grande malha aérea. Ele diz que não dá para garantir que os preços das passagens aéreas vão cair automaticamente se empresas estrangeiras virarem donas das companhias aéreas daqui.
Bancos estrangeiros
Por causa da crise na economia, os bancos estrangeiros estão diminuindo os prazos e valores dos empréstimos a empresas brasileiras de comércio exterior.
Não foram só os importadores de vinho que sentiram o aumento das dificuldades de crédito.
Diante da fragilidade da economia brasileira, os credores lá fora têm medo que o cliente aqui no Brasil não pague a conta.
Dados do Banco Central mostram uma piora nas condições de financiamento para o comércio exterior. De janeiro a abril, os empréstimos estrangeiros feitos pelas empresas brasileiras para pagamento de prazo mais longo caíram 57% em relação ao mesmo período do ano passado. Já os empréstimos para serem quitados em prazo menor aumentaram 66%.
O economista Luiz Afonso Lima diz que a redução do crédito internacional atrapalha importadores e exportadores. “Há uma redução drástica das empresas e dos consumidores de importar, de comprar e importar bens do exterior e isto acaba resultando em um segundo efeito, que é a dificuldade de exportar, explica.

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