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terça-feira, 9 junho, 2026

Testes para Covid podem faltar e laboratórios restringe uso para casos graves

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) publicou um alerta sobre a pandemia de Covid-19, nesta quarta-feira (12). Segundo a associação, a alta demanda por testes laboratoriais de Covid-19 traz ao setor de medicina diagnóstica brasileiro a preocupação com a falta de insumos necessários para a realização desses exames. As informações são da IstoÉ.

O aumento da procura por testes de Covid-19 começou no fim de dezembro, com o início das festas de fim de ano e a chegada da variante Ômicron no Brasil. A nova variante tem um alto nível de transmissibilidade e, por isso, aumentou exponencialmente o número de casos de Covid-19 no País.

Dessa forma, é natural que a população que teve contato com pessoas infectadas ou sentiu algum sintoma relacionado ao vírus procure por testes. Isso, no entanto, tem demandado significativamente a capacidade produtiva global de testes, tanto de PCR como de antígeno, e, segundo a Abramed, se os estoques não forem recompostos rapidamente poderá ocorrer a falta de oferta de exames.

“Quando avaliamos as notícias que vêm de outros países, de que eles já estão sem insumos, é certo que o problema chegará ao Brasil”, explica o presidente do Conselho de Administração da Abramed, Wilson Shcolnik, em nota publicada pela Abramed.

“Não é possível mensurar nesse momento até quando poderemos atender, pois os estoques são variados dependendo do laboratório e da região, mas há um risco real de desabastecimento”, complementa o executivo.

A Abramed deverá publicar uma nota técnica, em breve, para os laboratórios associados, com uma nova recomendação de priorização de testes para pacientes com maior gravidade de sintomas. Apesar disso, a entidade destacou que “o ideal seria seguir testando todo mundo que se expôs de alguma forma”.

As pessoas priorizadas para testes seriam:

  • pacientes com maior gravidade de sintomas;
  • pacientes hospitalizados e cirúrgicos;
  • pessoas no grupo de risco;
  • trabalhadores assistenciais da área da saúde;
  • colaboradores de serviços essenciais.

Assim, os contactantes, assintomáticos e pessoas com sintomas leves, deveriam apenas seguir a regra de isolamento em quarentena, como forma de precaução até que a situação se normalize.

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