Em janeiro, choveu em Jundiaí um total de 608 milímetros, quantidade superior à média dos últimos anos, de 427 milímetros. O período acionou o alerta para assuntos que podem passar despercebidos, como a prevenção à leptospirose.
A doença infecciosa é causada pela leptospira, uma bactéria encontrada na urina de roedores e de outros animais como cachorro, porco e cavalo.
Com as intensas chuvas, os riscos de contaminação aumentam, principalmente nas áreas alagadas, e por isso os cuidados precisam ser redobrados nesta época do ano.

Carlos Hitoshi Ozahata, gerente da Vigilância de Saúde Ambiental (Visam) ressalta os cuidados para evitar a contaminação pela leptospirose. “Primeiro, deve-se evitar o contato com as áreas alagadas ou enlameadas, principalmente por longos períodos, ou se auto proteger usando botas e luvas caso o contato seja necessário”, aponta.
A doença é contraída principalmente quando as pessoas com ferimento na pele entram em contato com água ou lama contaminadas, pois é por meio da pele lesada que a bactéria penetra no organismo. Outra forma de contágio é pela mucosa e pele íntegra quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminadas, ou ainda pela ingestão de alimentos ou água infectados pela bactéria.
“A bactéria tem mais facilidade para penetrar na pele úmida que ficou em contato com a água por bastante tempo. Após o contato, deve-se higienizar bem as partes do corpo que foram expostas com água e sabão”, afirma Osahata.
Quando a água invade as residências, é necessário lavar e desinfetar o chão, paredes, objetos caseiros e roupas atingidas. Recomenda-se retirar a lama e, após a lavagem com água e sabão, aplicar água sanitária por 30 minutos nos cômodos da casa.
Alimentos
Sobre o risco de infecção ao ingerir alimentos contaminados, Osahata esclarece.. “Caso a água da enchente atinja a dispensa da casa, alimentos in natura como frutas, legumes e verduras devem ser descartados, assim como alimentos ensacados (feijão, macarrão etc), pois as embalagens podem conter micro furos. Os únicos alimentos que podem ser reaproveitados, após lavagem com água e detergente e imersão de 30 minutos em água sanitária, são os enlatados”.
Infecção
Caso haja suspeita de infecção, a pessoa deve ficar atenta aos primeiros sintomas, que aparecem no período de sete a dez dias após o contato, que são: febre, dores no corpo (principalmente na panturrilha), urina com coloração mais forte e pele amarelada.
“Ao perceber esses sintomas, procure uma unidade de saúde e relate que teve contato com água ou lama proveniente das chuvas”, finaliza.
(Fonte: Assessoria de Imprensa PMJ)





