Está dando o que falar a afirmação de um pastor, no interior do Pará, de que o fogo da tocha olímpica é uma amostra do fogo do inferno. Seria uma espécie de mensagem subliminar do capeta, avisando que está bem vivo e que pode fazer das suas por aqui. Pensando bem, o fogo vale como lembrança de que o inferno, tal qual apregoado na Bíblia, existe mesmo.
Não se sabe donde o dito cujo pastor tirou tal conclusão. Mas dá pra pensar um pouco no que seria céu ou inferno. Estariam no céu os anjos, querubins e serafins tocando harpa o dia todo – e a noite também, uma vez que a vida seria eterna? E no inferno, onde o capeta arrumaria tanto combustível para manter o fogo aceso?
E em qual lugar seria o inferno, já que o céu é conhecido? Certamente o inferno é por aqui. Pelo menos não faltam demônios, que atendem por milhares de nomes, para provar a teoria (a Bíblia fala em legião de demônios, e cada legião tem seis mil componentes).
O Novo Testamento menciona essa capetaiada 511 vezes. Segundo o padre Paulo Ricardo, “para o católico, crer na existência do Diabo e dos seus demônios faz parte dos dogmas essenciais da fé. Sem eles, não seria possível compreender plenamente a natureza da libertação realizada por Cristo”.
Segundo a tradição cristã, os demônios passaram a existir após a revolta de um anjo, chamado Lúcifer, querendo poder semelhante. Expulso do Paraíso, levou consigo seus auxiliares, que teriam se multiplicado, e foram reinar no fogo do inferno. A vingança dos contrários veio rápida, e desde então passou-se a imaginar ou desenhar o diabo de forma horrorosa e com chifres (seria ele casado?)
O assunto capeta tem atraído muitos estudiosos. Hoje, classifica-se Lúcifer como um estrategista e maquiavélico – ou seria Maquiavel um luciférico? Tem-se Satã ou Satanás como um clone de Lúcifer, que induz a humanidade a pecar. Asmodeu seria o pai da ira, da luxúria e perversidade.
Aaté a besta do Apocalipse seria um demônio, Beliel, que teria sete cabeças e sete chifres; teria sido ele também o primeiro a aderir à revolta de Lúcifer. Leviatã seria um parecido com dragão, que atuaria nos mares. E há capetinha com nome curioso: Moleque, que se alimenta de crianças e lagrimas de mães; também conhecido como Príncipe das lagrimas nos infernos, deus dos cananeus, do sexo libertino e de sacrifícios.
Com tantos diabinhos, fica difícil saber quais estão por aqui, e onde esse fogo vai arder. De uma coisa temos certeza – há demonios morando em Brasilia e no Rio de Janeiro, onde será a Olimpíada com seu fogo. Os de Brasilia já são conhecidos como Renan, Cunha, Roussef, Collor…





