Vereadora em terceiro mandato, Marilena será a indicada na convenção do partido no próximo sábado
Marilena Perdiz Negro completa 60 anos em setembro. Casada com Coca, mãe de três filhos, avó de quatro netos, e vereadora prestes a terminar seu terceiro mandato, aceitou o desafio proposto pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de disputar a Prefeitura de Jundiaí em outubro. Ela é formada em Serviço Social e tem outros cursos voltados à Saúde Pública, e afirma estar preparada para o cargo.
“Sempre fui filiada ao PT, desde 1995, e já disputei três eleições, todas vitoriosas”, conta ela. Na primeira vez, em 2004, conseguiu pouco mais de 1.900 votos; na outra, em 2008, se reelegeu com 2.100 votos, e em 2012 foram exatos 2.221 votos.
O trabalho de Marilena foi a maior parte na Prefeitura, onde chegou como funcionária concursada – se aposentou do serviço público em 2011. Em 2013, a convite do prefeito Pedro Bigardi, deixou a Câmara e ocupou durante 18 meses a Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social (Semads).
“O tempo em que trabalhei na Prefeitura foi como assistente social – diz ela – e depois, em 2013, pudemos desenvolver um modelo diferente, que foi colocado em prática”. Hoje, como pré-candidata, já está construindo o esboço do que poderá vir a ser seu plano de governo a ser apresentado durante a campanha.
“Temos pessoas trabalhando com as idéias, diz ela. Tudo está num sistema on line, que por ora é de uso interno. Lá são colocadas as sugestões, que depois serão apresentadas e analisadas”. Resume seu propósito: “Se eleita, quero atuar com toda a transparência, e aproximar o povo do governo, além de tentar recuperar o que está ruim em nossa cidade”.
O fato de ser a única mulher candidata à Prefeitura não assusta. Ela diz ter apoio da família (“a família é que decide uma vez que você vai se expor muito), e que a aceitação está surpreendendo. “Sempre trabalhei por outros, agora estou trabalhando por mim”, diz ela.
Mulher candidata a prefeita em Jundiaí é coisa meio rara. A última que fez muito barulho e chegou perto foi Vitória Furlan de Souza, em 1972. De lá para cá, somente candidatos homens. Outra exceção foi Luiza Schimidt Souto, ex-gerente da Caixa Econômica Federal, que foi candidata a vice. Marilena quer mudar essa história.





