O ex-ministro da Educação e pré-candidato ao governo de São Paulo Abraham Weintraub (PMB) falou hoje, em transmissão ao vivo nas redes sociais, saber sobre episódios de assédio sexual no MEC (Ministério da Educação) e afirmou ter desligado um funcionário com “comportamento esquisito”. Os comentários ocorrem em meio à saída de Pedro Guimarães da presidência da Caixa Econômica, após denúncias de assédio sexual por parte dele se tornarem públicas. As informações são do site do UOL.
“Em Brasília, ele [o assédio] é muito forte entre as pessoas que são cargos de comissão. Aconteceram dois casos, um estava na minha equipe e outro no MEC antes de eu entrar. Cheguei e comecei a escutar histórias”, disse Weintraub, sem nunca revelar os nomes de quem estaria acusando.
“Quando cheguei ao MEC, tinham histórias horrorosas sobre um deles. Mandei o cara embora, era indicado nas gestões passadas […] Não posso falar o nome dele, porque poderia ser processado, mas falei que a época dele acabou”, afirmou.
Weintraub usa termos como “moças assediadas durante anos” para mencionar esse ex-funcionário que garante ter ouvido “histórias de moças chorando nos corredores” e sobre chamados para que elas frequentem a sala dele.
Na ocasião, o ex-ministro denominou de “covardes” e “vagabundos”. “Quando mostrei que queria pegar ele e podia pegar para valer, ele sumiu —não do MEC, mas de Brasília”, disse.
Quando esse funcionário teria deixado o MEC e tentado um novo cargo em Brasília, Weintraub disse ter avisado sobre ele em outro Ministério. “Teve um outro que era coronel dos Bombeiros. Tinha uma mensagem de ‘zap’ dizendo para as moças que ele iria na casa delas para discutir trabalho, mas elas conseguiram mandá-lo embora”, contou.
Apesar da declaração polêmica, o ex-ministro reforçou que não iria comentar sobre o presidente da Caixa: “Não estou falando do Pedro Guimarães explicitamente, não sei o que aconteceu, tem que ver as provas”.
A queda de Pedro
Os casos relatados por funcionárias da Caixa contra Pedro Guimarães incluem toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites incompatíveis à relação de trabalho. As denúncias estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal. O TCU (Tribunal de Contas da União) também pediu a órgãos de controle a abertura de investigação.
Após as denúncias, Guimarães afirmou durante um evento da Caixa que tem “uma vida inteira pautada pela ética” e orgulho de como se portou ao longo da vida. O ex-presidente da Caixa é casado com Manuella Guimarães, filha do delator da Lava Jato Léo Pinheiro. Ele tem 57 anos e tem dois filhos. É formado em Economia pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e possui três cursos em nível de mestrado, sendo um na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. Antes de assumir a Caixa, passou pelos bancos BTG Pactual e Plural.





