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quarta-feira, 29 julho, 2026

Saiba quem são os brasileiros que investem milhões na indústria da maconha

Esta semana, Anitta gerou debate nas redes sociais ao pedir ao candidato a presidente em que a cantora declarou voto, Lula (PT), pela descriminalização da maconha, – o uso recreativo da substância já é legalizado em diversos países mundo afora (veja alguns ao fim do texto). Alguns políticos contrários a Lula, inclusive, usaram o fato para atacar tanto a artista quanto o petista, que não se pronunciou sobre o assunto.

O assunto ainda gera dúvidas e discussão entre aqueles que são favoráveis e os contrários ao uso da planta até mesmo para fins medicinais, por exemplo. Cientistas do mundo todo se dedicam a comprovar os benefícios das substâncias CBD e THC, extraídas da planta, para portadores de doenças que vão desde depressão até fibromialgia, convulsões em crianças, dores crônicas, câncer, parkinson e epilepsia.

É devido a essa capacidade de auxílio no tratamento dessas patologias que empresários de diversas áreas têm se interessado em investir na área. Conforme a Fortune Business Insights, o mercado foi estimado em US$ 28 bilhões no ano passado, podendo chegar a US$ 197 bilhões em 2028.

Embora a Lei Antidrogas proíba, em todo o território nacional, o plantio, a cultura, a colheita e a exploração de vegetais e substratos dos quais possam ser extraídas ou produzidas drogas, a comissão especial da Câmara dos Deputados analisou o Projeto de Lei 399/15, no início do mês passado, e deu parecer favorável à legalização do cultivo no Brasil, exclusivamente para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais, da Cannabis sativa, planta também usada para produzir a maconha.

Autoridade sanitária dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou produtos oriundos da Cannabis sativa. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não classifica esses itens como medicamentos, mas autoriza a importação com receita médica e poderá avaliar a fabricação no País. Segundo Luciano Ducci (PSB-PR), o foco é a aplicação medicinal da Cannabis, presente hoje em 50 países.

“Nunca foi premissa discutir a legalização da maconha para uso adulto ou individual”, disse, lembrando que, criada em 2019, a comissão especial fez 12 audiências públicas, além de recolher informações no Brasil e no exterior.

Campeão de Grand Slam

Entre os investidores de produtos à base de canabidiol está o tenista brasileiro Bruno Soares, 40 anos. Mineiro e vivendo em Miami, é três vezes campeão de Grand Slams e se tornou um dos principais apoiadores do laboratório Ease Labs, que tem sede em Minas Gerais e é especialista em produtos derivados da maconha e outras inovações do setor farmacêutico. O atleta conseguiu um aporte de cerca de R$ 12 milhões.

Patrícia Villela Marino

Integrante de uma das famílias controladoras do Itaú, é uma das principais investidoras da cannabis. Ela realiza aportes em mais de uma dezena de empresas no setor, entre elas a The Green Hub. De acordo com o próprio site, essa é a primeira plataforma brasileira especializada em tecnologia e inovação com foco em negócios voltados à indústria da cannabis medicinal e industrial.

A hub é voltada para pesquisa, educação e conexão entre empreendedores, inovadores, setor corporativo, academias, associações, governo e investidores desse mercado.

Cláudio Lottenberg

Ex-presidente do Hospital Albert Einstein e atual presidente do conselho da entidade, é um dos sócios da Zion MedPharma, de medicamentos produzidos com a substância, que tem valor estimado em 60 milhões de reais. Ele, em 2021, investiu no seu próprio negócio ligado à cannabis. 

Ele costuma dizer que há dúvidas sobre o potencial terapêutico, mas ainda é preciso superar a barreira da falta de conhecimento e de informações. Junto com ele, na empresa, está Dirceu Barbano, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O profissional assinou as primeiras autorizações para importação de cannabis no Brasil.

José Roberto Machado 

Com 28 anos de experiência na área financeira, sendo 18 no Santander, foi investidor de um cultivo da planta no Uruguai e também investidor-anjo – hoje conselheiro – na brasileira OnixCann. (UOL)

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