Novamente Jundiaí e região não terão deputados estaduais ou federais. E muita gente famosa nacionalmente ficou fora dessa vez
Em toda eleição há vencedores e perdedores – não existe empate. Além dos candidatos que não conseguiram se eleger, os maiores perdedores foram os institutos de pesquisa. Acertaram um ou outro resultado, mas erraram a maioria.
Jundiaí deu 54,91% de seus votos para Bolsonaro. Para Lula, foram 31,85%. No caso governo do estado, a situação ficou mais complicada – Tarcísio ficou com 49,03%, Haddad com 26,89% e o atual governador Rodrigo Garcia com 20,17%. Assim, pela primeira vez em 27 anos, São Paulo deixará de ser comandado pelo PSDB.
Figuras conhecidas nacionalmente também experimentaram o gosto amargo da derrota. São os casos de José Serra, Vanderlei Macris, Vicentinho, Paulinho da Força, José Aníbal, Orlando Silva e Joice Halsemann, dentre outros. Todos foram candidatos a deputado federal. Serra já foi governador de São Paulo e Senador; Orlando Silva já foi ministro; Joice havia conseguido mais de um milhão de votos há quatro anos – dessa vez ficou com 13.679.
Dos candidatos da região de Jundiaí, Fred Machado (PSDB) conseguiu a melhor votação – 79.041 votos. Insuficiente para se eleger, e ficou com a 5ª suplência da Câmara (Fred foi candidato a deputado federal). Atrás dele, em número de votos, dois candidatos a deputado estadual – Faouaz Taha (51.949 votos) ficou com a 4ª suplência na Assembleia Legislativa, e Albino (49.645 votos), que ficou com a 3ª suplência.
As demais candidaturas não chegaram a impressionar pelo número de votos. Não houve surpresas também. A deputado federal são elas:
Henrique Parra, do Cardume (Psol): 6.849 votos; Durval Orlato: 6.331; Maurício Rappa: 5.557; Marcus Dantas: 3.996; Silas Feitosa: 3.799; Sargento Nélio Reis: 2.155; Edicarlos Vieira: 14.841; Mariana Janeiro: 22.464.
A deputado estadual, a lista é maior:
Alexandre Pereira: 47.532; Pedro Bigardi: 23.927; Leandro Basson: 19.271; Alexandre Mustafá: 16.544; Dika Xique-Xique: 13.732; Cláudio Miranda: 12.852; Ednei Duarte: 9.681; Romildo Antonio: 9.213; Marly Caldas: 6.900; Fláio Spinucci: 5.282; Guilherme Zafani: 9.656.
O que assustou foi o número de eleitores que não foram votar, as abstenções. Talvez sejam os cidadão que entendam não ser necessário ter representantes, tanto em São Paulo quanto em Brasilia. Talvez sejam aqueles que gostam de reclamar, mas não mexem uma palha para mudar algo que os desagrade. Quem sabe, em 2026…





