O infectologista Marcos Boulos, coordenador de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, afirmou que os gestores de saúde estão preocupados com a chikungunya e que a doença é a bola da vez. “O país já vive uma epidemia, sem dúvida, e não é pequena”, diz Marcos.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya não tem tratamento, somente medicação para alívio da febre e das dores intensas. Muitas vezes, a dor é incapacitante, principalmente nas articulações de pés e mãos (pelo menos 20% dos casos deixam sequelas crônicas, como artrites e artroses). A doença pode matar.
A preocupação dos especialistas é que a situação piore no verão e sobrecarregue ainda mais os serviços de saúde. Com uma epidemia da febre chikungunya em curso, o Brasil já responde por 88% dos casos confirmados da doença nas Américas, segundo a Opas (Organização Pan-americana de Saúde).





