E é justamente neste sentido que o “Programa do Porchat” procurará se diferenciar da concorrência, colocando seu jeito de ser na nova atração na Record. E ele terá bastante concorrência. Além de Danilo Gentili, ele ainda terá neste ano a presença do humorista Marcelo Adnet, com o “Adnight”, que estreia no dia seguinte (25), e ainda terá mais a concorrência de Pedro Bial, no ano que vem, que ganhará um talk show diário no horário que é atualmente ocupado por Jô Soares.
Porchat disse que sente que a concorrência dos colegas é uma espécie de “fogo amigo” e que se sente confortável, ao mesmo tempo que entende a responsabilidade. “Até disse uma vez que o Jô é tão incrível que precisa de três para pegar o bastão dele”, disse o humorista se referindo a ele, Gentili e Adnet – em uma conta que agora também incluirá Bial. O apresentador até falou sobre um conversa que chegou a ter com Jô: “A gente ficou um tempão conversando pelo telefone. Foi muito bacana, ele me contou a experiência dele, como ele começou, como é que foi lá atrás para ele. Ele me passou bastante dessa experiência e foi muito bacana. Foi legal poder conversar com o Jô e receber esse ‘olá’ dele. Parece quase que ele falou ‘vai na fé'”.
Porchat também se mostrou atento à necessidade dos assuntos de cada programa serem atuais, além de procurar usar a internet e as redes sociais para promover uma maior interação com o público. Resta saber se o estilo do apresentador será suficiente para envolver os espectadores.
“É difícil você só ouvir e não ficar falando muito de você”
O humorista também observou que para o brasileiro o formato ainda é uma relativa novidade. Por isso ele vai usar bastante o expediente de brincar com seus convidados, sendo que durante muito tempo a única referência foi o “Programa do Jô”, que tem um estilo um pouco mais sério, com mais entrevistas e com algumas piadas pontuais.
Fábio Porchat também explicou como foi para ele sair da ficção, para a realidade de um Late Show: “Eu sou um cara muito curioso, eu gosto de ouvir as histórias, de conversar com pessoas e entender o que elas estão achando. O ‘Porta Fora’, que é o programa que faço com a Rosanna Hermann, é um bate-papo sobre viagens, então foi um ótimo laboratório para ver como isso poderia acontecer, para entender o momento de falar, de contar história. Se tem uma coisa que é difícil é você ouvir e não ficar falando muito de você. Saber medir esse lugar, entender que eu sou um entrevistador e não um entrevistado, é uma coisa que estou aprendendo”.





