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quinta-feira, 18 junho, 2026

Brasileiros que escanearam a íris por R$ 600 levam calote

Brasileiros que participaram do escaneamento da íris em troca de remuneração estão enfrentando dificuldades para obter suporte da World após o registro. A iniciativa, que visa coletar a íris humana como uma forma mais avançada de “impressão digital”, tem se expandido nas periferias da cidade de São Paulo nos últimos meses.

No entanto, na última terça-feira (11), a World anunciou a suspensão de novos registros no Brasil, após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negar um recurso de efeito suspensivo e proibir a empresa de remunerar os participantes pela coleta dessa biometria.

A ANPD, que está vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, destacou que muitos participantes frequentemente desconsideram “os riscos envolvidos e a própria finalidade da coleta”. Além disso, algumas pessoas entrevistadas não conseguiram explicar o objetivo do projeto nem como seus dados seriam utilizados.

Parece que a situação com o aplicativo World App e o projeto Worldcoin tem gerado bastante frustração entre os usuários. A exigência do governo para que a World nomeasse um encarregado pelo tratamento de dados pessoais é uma medida importante, especialmente conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

As queixas, como a de Vivian Caramaschi, indicam que muitos usuários estão enfrentando problemas de acesso e comunicação com o suporte do aplicativo, o que é preocupante, especialmente quando envolve a perda de contas e dinheiro.

A distribuição das criptomoedas e a possibilidade de conversão em reais também parecem ser um ponto central das reclamações, especialmente com a interrupção dos pagamentos após a ordem da ANPD.

A remuneração é um fator importante para incentivar a criação de uma base de pessoas verificadas, especialmente no contexto do projeto da World, que visa registrar a íris humana. Esse tipo de biometria tem o potencial de diferenciar humanos de robôs de inteligência artificial no futuro.

No entanto, durante uma visita da reportagem a vários pontos de coleta de íris em São Paulo, foi observado que pessoas enfrentaram dificuldades, como problemas para transferir dinheiro, acessar o aplicativo e corrigir envios para contas erradas.

Além disso, a advogada Patrícia Peck destacou que o World App não está completamente em português, apresentando uma mistura de idiomas, o que pode dificultar a experiência do usuário e gerar frustrações. Isso mostra que, apesar das intenções do projeto, há desafios a serem superados para garantir uma experiência mais fluida e acessível para todos.

Segundo advogados, a World pode estar violando os direitos do consumidor com suas práticas. Se você se sentir prejudicado, pode considerar entrar com uma ação para que um juiz declare inválido o contrato com a Tools for Humanity, que opera a World.

A empresa, por sua vez, mencionou que não consegue quantificar quantas pessoas estão enfrentando problemas, já que o processo é anônimo. Além disso, os funcionários são treinados apenas para explicar a tecnologia e tirar fotos, e não têm a capacitação necessária para resolver problemas que os usuários possam ter.

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