Motivo são falhas que poderiam ser evitadas. Estudo é da Universidade Federal de Minas Gerais
Estudo inédito da Faculdade de Medicina da UFMG e do IESS indica que os chamados eventos adversos podem ser uma das principais causas de morte dos brasileiros. Documento indica a necessidade de o País avançar na transparência de indicadores de qualidade da saúde
A cada três minutos, mais de dois brasileiros (2,47, exatamente) morrem em um hospital do público ou privado como consequência de erro ou de evento adverso, determinando resultado assistencial indesejado relacionado aos cuidados prestados ao paciente – por exemplo, erros de dosagem de medicamento, ou de aplicação, uso incorreto de equipamentos e infecção hospitalar, entre inúmeros outros casos.
Não significa, necessariamente, que houve erro, negligência ou baixa qualidade, mas trata-se de incidente que poderia ter sido evitado na maior parte das vezes. Além da morte, os eventos adversos também podem gerar sequelas com comprometimento do exercício das atividades da vida do paciente.
Em 2015, considerando o sistema de saúde nacional (público e privado), os óbitos provocados por essas falhas foram estimados em 434,11 mil, ou 1,19 mil/dia, pelo estudo inédito Erros acontecem: A força da transparência no enfrentamento dos eventos adversos assistenciais em pacientes hospitalizados, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), produzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a partir de um termo de cooperação entre as duas instituições.
Apenas para efeito de comparação, em 2013, o País registrou 339,67 mil mortes por doenças do aparelho circulatório. Para se ter outra referência comparativa, dados do Ministério da Saúde indicam que as mortes no trânsito brasileiro estão em torno de 45 mil ao ano, enquanto dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública) indicam 58,49 mil mortes violentas no País, em 2014.





