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sábado, 5 abril, 2025

Promotores apresentam mais acusações de Sean ‘Diddy’ Combs

A poucos dias do início de seu julgamento em Nova York, o magnata da música Sean “Diddy” Combs foi formalmente acusado de mais dois crimes relacionados a um esquema de tráfico sexual. A informação foi divulgada por promotores federais, que ampliaram o caso já em curso contra o artista e empresário.

Combs, que é uma das figuras mais influentes da indústria fonográfica americana, vinha sendo investigado por envolvimento em um suposto esquema de exploração sexual. Agora, com as novas acusações adicionadas ao processo, a situação se torna ainda mais delicada para o rapper, que nega todas as acusações até o momento.

As denúncias vêm sendo acompanhadas de perto pela mídia internacional, e o caso promete ganhar ainda mais repercussão com a proximidade do julgamento.

De acordo com a nova acusação apresentada nesta sexta-feira (4), Sean “Diddy” Combs foi formalmente denunciado por mais um caso de tráfico sexual, além de uma acusação adicional por transporte com finalidade de envolvimento em prostituição. Ambos os crimes estariam relacionados à “Vítima-2” e teriam ocorrido entre os anos de 2021 e 2024, conforme apontam as autoridades.

Antes das novas acusações, Sean “Diddy” Combs já respondia a processos por conspiração para extorsão e transporte com finalidade de prostituição relacionados a três vítimas, além de uma acusação de tráfico sexual envolvendo a chamada “Vítima-1”. Com os desdobramentos mais recentes, o artista passa a enfrentar um total de cinco acusações federais.

O início da seleção do júri está previsto para 5 de maio, em Nova York. Combs declarou-se inocente das acusações.

Em nota enviada à imprensa, os advogados do magnata afirmaram: “Essas não são novas alegações, tampouco novos acusadores. São as mesmas pessoas, ex-namoradas com quem ele teve relacionamentos de longa data. Trata-se da vida sexual privada deles, marcada pelo consentimento, e não pela coerção.”

Os promotores federais alegam que Sean “Diddy” Combs e seus associados utilizavam sua influência e status para manipular mulheres, frequentemente sob o disfarce de envolvimento romântico, forçando-as a participar de atos sexuais. De acordo com a denúncia, esses encontros — denominados “Freak Offs” — envolviam o uso de drogas e coerção, e incluíam relações com prostitutos masculinos. Os eventos, que poderiam durar vários dias, teriam sido registrados em vídeo.

A defesa de Combs nega veementemente qualquer prática criminosa. Seus advogados afirmam que os relacionamentos eram consensuais e prolongados, e que as atividades íntimas descritas faziam parte da vida privada do artista.

A acusação também inclui episódios de violência extrema. Em um dos relatos, Combs teria supostamente pendurado uma das vítimas pela sacada de um apartamento. Ele também é investigado por sequestro e incêndio criminoso.

Quatro mulheres que acusam Combs devem prestar depoimento no julgamento, segundo documentos apresentados recentemente pelos promotores.

A “Vítima-1”, ex-namorada de Sean “Diddy” Combs, deve depor no julgamento utilizando seu nome verdadeiro. Já as outras três mulheres que o acusam de crimes sexuais poderão testemunhar sob pseudônimos, conforme solicitação dos promotores federais apresentada nesta sexta-feira (5).

Segundo o Ministério Público, a medida visa proteger a privacidade e o bem-estar das vítimas, uma vez que o caso já atraiu ampla cobertura da mídia, com expectativa de maior exposição durante o julgamento. “Permitir essas medidas evitará a exposição desnecessária das identidades das vítimas e o assédio da mídia e de outras pessoas”, justificaram os promotores no documento.

Eles também destacaram que a divulgação dos nomes das três testemunhas poderia gerar constrangimento, ansiedade e estigmatização social. As acusadoras expressaram receio de que suas participações no processo prejudiquem relações pessoais e futuras oportunidades profissionais.

Ainda de acordo com os promotores, as identidades das três testemunhas já foram informadas à defesa de Combs.

Tribunais dos Estados Unidos já adotaram anteriormente a prática de permitir que vítimas de crimes sexuais testemunhem sob pseudônimos em processos de grande repercussão. Um exemplo notório foi o julgamento de Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice do financista Jeffrey Epstein, condenada por tráfico sexual.

Na ocasião, o juiz autorizou o uso de nomes fictícios para preservar a identidade das vítimas, evitando exposição pública e possíveis retaliações. A medida é vista como uma forma de garantir a segurança e o bem-estar emocional das testemunhas, além de incentivar o relato de crimes sensíveis.

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