Uma das mais antigas do Brasil, GM de Jundiaí foi criada por lei de Lázaro de Almeida, o Arquimedes
A Guarda Municipal de Jundiaí comemora neste mês seu 67º aniversário de criação, e para relembrar as várias histórias e os serviços prestados, o famoso carro 13 ficará exposto em diversos bairros da cidade até o próximo dia 23.
Criada em 1949 pelo então vereador Lázaro de Almeida, mais conhecido como Arquimedes, a Guarda Municipal de Jundiaí foi uma das primeiras policias de força local. Antes da criação da Guarda, o policiamento e segurança era responsabilidade do Estado.
O filho de Arquimedes, Walter de Almeida, lembra do pai, um cidadão orgulhoso de Jundiaí. “Meu pai sempre lutou por uma Jundiaí melhor, acho que daí a intenção de criar a guarda”, recorda o filho.
Além de vereador, Arquimedes era farmacêutico e possuía sua própria farmácia na região da Vila Arens. “Lembro que diversas vezes o carro 13 vinha buscar meu pai na farmácia para as sessões da Câmara. Além disso, o motorista do carro, o soldado Jesus, era freguês da farmácia”, conta Walter.
O 67º aniversário da Guarda Municipal de Jundiaí também marca a inauguração do acervo histórico da instituição, montado na sede da GM no Complexo Fepasa. Lá poderão ser vistos fotos antigas, bicicletas usadas no patrulhamento entre outros itens históricos.
Segundo o subcomandante da guarda, Cláudio Ferigato, a exposição do antigo carro patrulha tem a intenção de aproximar a população da corporação e resgatar lembranças e histórias da instituição.
A inauguração do acervo acontece na sexta-feira (18), às 10h na sede da Guarda (avenida União dos Ferroviários, 1600 – Centro). No dia 24 será realizada, das 9h às 11h, a solenidade alusiva aos 67 anos da Guarda Municipal na Câmara de Jundiaí.
Tarcísio viveu época do carro 13
Não há dúvidas que o carro 13 foi personagem marcante na cidade de Jundiaí, principalmente nas décadas de 1950 e 1960. O advogado e ex-comandante da corporação, Tarcísio Germano de Lemos, lembra que realizava um importante trabalho para a comunidade de Jundiaí. “Antes do carro 13 os militares faziam todo o trabalho a pé, de ônibus e até mesmo de trem. Quando o Chevrolet 1951 todo preto chegou, logo se tornou um símbolo do trabalho da guarda”, diz.
Hoje com 86 anos, o ex-comandante lembra que na época o carro era usado para muitas funções que muitas vezes fugia da competência da guarda. “O 13 servia como transporte de presos, ambulância e até mesmo como limusine aos vereadores que pediam para ser levados em casa. Devia era levar mesmo era pra cadeia”, brinca.
Tarcísio que também foi vereador em uma época bem diferente. “Quando fui vereador o trabalho era serio. Não havia salários e todos eram estudados ou intelectuais. Um perguntava em francês e outro respondia em latim”, conta ele.
Como comandante, Tarcísio também foi responsável por formar a primeira turma de guardas femininas na cidade e recorda de um episódio engraçado. “Teve uma vez, logo após formar a primeira turma de mulheres, que tive de intervir para que elas não fossem processadas depois que deram um couro em uns ladrões”, relembra o ex-comandante.





