Cada vez mais absurda e comparada à ficção, a política brasileira é o pano de fundo para a série A Secretária do Presidente, coprodução da Mixer Filmes com o Multishow, que estreou na terça-feira (15). Em 15 episódios, a atração vai mostrar a saga de Ilde (Monique Alfradique), uma jovem do interior do Rio de Janeiro, que se muda para Brasília para perseguir o sonho de virar assistente do presidente da República.
Escrita por Emílio Boechat (Os Dez Mandamentos) e dirigida por Júlia Jordão (O Negócio), a série mostra os bastidores do baixo escalão do poder e parodia escândalos políticos reais como o caso dos dólares na cueca de 2005, em que o chefe de gabinete do então deputado José Guimarães (PT-CE) foi apreendido tentando embarcar no Aeroporto de Congonhas com US$ 100 mil escondidos nas roupas íntimas.
Apesar de não serem inspirados em políticos reais, os personagens da série guardam semelhanças com figuras conhecidas nacionalmente. É o caso do deputado Percival Peçanha (Fábio Herford), líder de uma igreja. “A gente fez questão de que a igreja fosse uma coisa absurda. Não tem nenhuma fé. É uma igreja protestante, mas tem coisas da católica, ele faz o sinal da cruz, por exemplo, mas no fundo, ele é um embusteiro, né? É quase uma Cientologia”, explica Boechat.
A história da protagonista também é em parte inspirada por uma personalidade real: a ex-chefe do Gabinete da Presidência da República Rosemary Noronha, acusada de formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção ativa na Operação Porto Seguro conduzida pela Polícia Federal em 2012.





