O Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do Jardim Botânico de Jundiaí promove durante as férias a oficina “Encontro com o Passado, Arte Ancestral Brasileira em Prática”, em parceria com o arte-educador Gabriel Mazzucatto. A proposta é resgatar a arte pré-histórica brasileira por meio da prática da pintura rupestre, utilizando tintas naturais produzidas com elementos como pó de beterraba, cúrcuma, urucum e óleo vegetal.
Logo no primeiro encontro, participantes vivenciaram a experiência de criar tintas e aplicá-las em argila e tecido, aprendendo técnicas tradicionais. “Queremos resgatar esse conhecimento ancestral que ainda vive na nossa cultura. A ideia é que cada um compreenda o processo e o valor cultural desses materiais”, explicou Mazzucatto.
Crianças e adultos participaram da atividade, que encantou desde os pequenos — como a menina Pietra Ribeiro, de 8 anos — até os pais. “Mesmo quando dizem que já conhecem, o contato direto com a natureza sempre surpreende”, disse a arquiteta Ana Cristina Mihok.
Durante os encontros, os participantes também produzem desenhos com carvão e exploram o uso de pigmentos naturais. Para a bióloga Valéria Salla, responsável pelo NEA, a ação aproxima as novas gerações da natureza. “A arte rupestre é uma forma de reconectar as pessoas à ancestralidade e à utilidade das plantas ao longo da história.”
A oficina tem três encontros de duas horas, realizados no próprio NEA, e integra a programação de férias do Jardim Botânico.