Das que fecharão as portas, 222 estão no Estado de São Paulo. 72 só na Capital. Em Santa Catarina, serão 37
O Banco do Brasil anunciou na segunda-feira (21) que vai fechar 402 agências em todo o Brasil. No domingo (quem diria, o BB trabalhando num domingo) já havia anunciado corte de R$ 750 milhões em sua estrutura e a transformação de 379 agências em postos de atendimento bancário. Mesmo assim, não sairá de nenhuma cidade onde já presta serviços. O BB tem hoje 5.430 agências.
O anúncio aparece como uma espécie de vingança depois de uma greve de bancários, comandada pelo seu sindicato, que durou 30 dias e tumultuou a vida do país inteiro. Uma quase repetição de fato ocorrido nos anos 1980, quando o sindicato dos bancários provocou greve gigantesca numa época em que não havia caixa eletrônico, cartão de débito e Internet.
Na época, terminada a greve, os bancos apressaram a automação, instalaram caixas onde puderam, instituíram os cartões e mandaram uma penca de bancários para o olho da rua. Na greve deste ano, os bancários do Banco do Brasil foram os primeiros a parar, seguros de que não seriam demitidos. O sindicato parece não ter aprendido a lição.
O motivo declarado é para aumentar seu lucro, que só no último trimestre foi de pouco mais de R$ 2,2 bilhões. A justificativa do banco é que está inchado. Tem alguma razão. O grande número de agências a serem fechadas em São Paulo é porque sua estrutura é grande – desde 2008, o BB comprou a Caixa Econômica Estadual e absorveu seus funcionários.
Em Santa Catarina, o BB ficou com o Banco do Estado de Santa Catarina (BESC) e lá fecha 37 agências. NO Rio de Janeiro serão 40. O banco vai se livrar de funcionários grevistas também, incentivando a aposentadoria dos que já estão em condições para tal. São 18 mil bancários nessa situação, que podem aderir ao programa até 9 de dezembro.
A funcionários considerados assessores, outro presente: redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas por dia. Resultado: diminuição de 16% no salário dessa gente. Pra completar o pacote, o Banco do Brasil vai abrir 255 agências digitais – aquelas que não precisam de gente, a não ser o cliente – no próximo ano.
Clientes de agências que serão fechadas serão levados para outra agência. Será a mesma coisa, só mudando o gerente da conta. Em Jundiaí serão fechadas as agências Vigário, Avenida Jundiaí e Ponte de São João. Em Campo Limpo Paulista, a da Praça Castelo Branco. Ainda em Jundiaí: as agências Pirapora, Avenida São João e Fórum serão transformadas em postos de atendimento bancário.





