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quarta-feira, 21 janeiro, 2026

Chocolate, queijo e azeite de oliva deverão ficar mais baratos

A assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul reacendeu a expectativa de alívio no bolso do brasileiro. Produtos importados bastante presentes no dia a dia, como chocolate, queijo, vinho e azeite, estão entre os itens que poderão ficar mais baratos nos próximos anos com a eliminação gradual de tarifas de importação.

Embora o tratado ainda precise ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul, o acordo já é considerado histórico. Ele cria uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo, reunindo mais de 720 milhões de consumidores e economias que, juntas, somam US$ 22 trilhões em Produto Interno Bruto.

Na prática, o acordo prevê que diversos produtos europeus deixem de pagar tarifas ao entrar no mercado brasileiro. No entanto, a redução não será imediata. A maior parte dos cortes acontecerá de forma progressiva ao longo de anos, o que significa que o impacto nos preços finais pode demorar a aparecer nas prateleiras.

Entre os alimentos mais aguardados pelos consumidores estão o azeite e o vinho, que enfrentam taxas elevadas de importação atualmente. O azeite, atualmente tributado em 10%, deverá ter a tarifa zerada ao fim do período de transição. Já o vinho, que paga 35%, também passará a entrar no país sem imposto ao final do cronograma previsto no acordo.

Outros produtos alimentícios também entram na lista. Chocolates, hoje taxados em 20%, terão a tarifa eliminada gradualmente. Queijos e leite em pó, que atualmente pagam 28%, poderão entrar sem imposto até limites anuais de importação estabelecidos no acordo. Fórmulas infantis também terão isenção, dentro de uma cota específica.

Especialistas destacam que, apesar do potencial de redução de preços, fatores como logística, câmbio, custos internos e margens de revenda podem influenciar o quanto dessa queda será, de fato, repassada ao consumidor final. Ainda assim, o acordo é visto como um passo importante para ampliar a concorrência e diversificar a oferta de produtos no mercado brasileiro.

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