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terça-feira, 17 março, 2026

Esposa de Xandão processa relator da CPI do Crime

O escritório de advocacia Barci de Moraes comunicou ontem (16), que processará o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) perante a Justiça de São Paulo. A peça jurídica imputa ao congressista os crimes de injúria, difamação e calúnia, além de pleitear reparação financeira por danos morais em virtude de manifestações recentes do parlamentar.

O embate jurídico decorre de declarações dadas por Vieira acerca de uma suposta movimentação de capitais do Primeiro Comando da Capital (PCC) que teria como destino parentes de magistrados da Suprema Corte. A sociedade de advogados, que tem como integrante Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, tornou-se alvo de escrutínio público após admitir ter atuado para o Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.

O proprietário da referida instituição financeira, Daniel Vorcaro, encontra-se sob prisão preventiva e é investigado por delitos financeiros tanto na CPMI do INSS quanto na CPI do Crime Organizado.

Na condição de relator da CPI do Crime Organizado, Vieira afirmou, em entrevista concedida ao SBT News, que as investigações atuais sugerem transferências de valores da facção criminosa para agentes públicos, políticos e pessoas com laços no Poder Judiciário. Segundo o senador:

A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”.

Em resposta, o escritório Barci de Moraes sustenta que as afirmações são inverídicas e que o senador tentou associar as receitas da firma, provenientes do contrato com o Banco Master, ao crime organizado. Por outro lado, Alessandro Vieira emitiu nota oficial refutando a tese de que teria conectado diretamente o PCC à atividade da banca, classificando o processo como uma manobra intimidatória.

O parlamentar afirmou: “O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório. As pessoas aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.

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