Lula (PT) deve retomar pressões pela saída de Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo fontes graduadas, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter revelado a transferência de R$ 11,5 milhões, em operações triangulares, para a compra da parte da empresa familiar do ministro no resort de luxo Tayayá.
Tudo foi concluído dias antes de sua decisão de anular a multa de R$ 10,3 bilhões devida pela J&F/JBS em razão de crimes corrupção investigados na Lava Jato. Toffoli ainda não se manifestou sobre as novas revelações do Coaf.
É caso para a Procuradoria-Geral apurar, mas Toffoli e o chefe da PGR são amigos. Porém, “(Paulo) Gonet é temente a Lula”, ironiza um petista.
Lula nomeou Toffoli em 2009 e se diz traído por seu voto independente no mensalão e no Petrolão. Lula segue ansioso para o acerto de contas e raciocina que, se a cabeça de Toffoli rolar, Alexandre de Moraes pode escapar ileso do caso Master.
Não há movimento formal no Congresso para deflagrar impeachment, mas a articulação com aliados ganhou novo fôlego.





