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segunda-feira, 18 maio, 2026

Temperatura de SP aumenta mais do que a média global

As temperaturas mínima e máxima do ar na cidade de São Paulo têm aumentado muito acima da média mundial nos últimos 125 anos. Enquanto a temperatura média global subiu aproximadamente 1,2 °C desde 1900, e a da superfície terrestre, 2 °C – segundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) –, na capital paulista a máxima diária, que ocorre em torno das 13 horas, cresceu 2,4 °C, acentuando-se principalmente a partir de 1950. Já a temperatura mínima diária, registrada tipicamente às 6 horas, teve incremento de 2,8 °C desde o início do século 20.

As observações foram feitas por Humberto Ribeiro da Rocha, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, em palestra apresentada no encontro “Eventos extremos de calor e água: Mitigando os efeitos adversos das mudanças climáticas na saúde das cidades”, promovido pela Fapesp e pela Organização Neerlandesa para Pesquisa Científica em 7 de maio, no auditório da Fundação.

Por meio de estudos conduzidos no âmbito do Centro para Segurança Hídrica e Alimentar em Zonas Críticas – um Centro de Ciência para o Desenvolvimento apoiado pela Fapesp – Rocha e os pesquisadores Miguel de Carvalho Diaféria, Rodrigo Lustosa, Ana Nogueira Campelo e Denise Duarte têm constatado que as disparidades da temperatura na cidade de São Paulo em relação à média global estão relacionadas à ilha de calor urbana. O fenômeno ocorre em áreas urbanizadas que apresentam temperaturas significativamente mais altas devido à substituição da cobertura de vegetação por materiais de construção, como asfalto, concreto e alvenaria.

Em um novo estudo, os pesquisadores vinculados ao centro analisaram as relações entre a ilha de calor urbana e a cobertura de vegetação em 70 cidades do estado de São Paulo utilizando dados de temperatura da superfície terrestre referentes ao período de 2013 a 2025, obtidos por meio de satélites do programa Landsat, da agência espacial norte-americana Nasa.

Os resultados das análises apontaram que, no verão, a temperatura de superfície nas áreas urbanizadas mais críticas da Grande São Paulo atinge até 60 °C, marca típica de grandes galpões industriais. Por outro lado, nas áreas mais frias, com maior cobertura vegetal e corpos d’água, a temperatura chega, no máximo, a 25 °C.

Outras constatações feitas por meio do trabalho, em vias de publicação, foram que a temperatura nas áreas urbanizadas mais quentes da região foi, na média, entre 7 °C e 12 °C superior à das áreas frias durante o verão.

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