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quinta-feira, 11 junho, 2026

Deolane: organização criminosa e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo denunciou ontem  (10), a influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi confirmada pelo promotor Lincoln Gakiya, que ofereceu a denúncia.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Gakiya disse que Deolane foi denunciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Além dela, foram denunciados Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa; seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer, considerado operador financeiro do PCC.

Segundo a investigação, Player atuava na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro. Foi por meio de Everton que a polícia teria chegado a Deolane.

A prisão de Deolane

A prisão de Deolane ocorreu em 21 de maio de 2026, em um operação da Polícia Civil de São Paulo, em parceria como o Ministério Público do estado. De acordo com as investigações, a influenciadora tinha vínculo com familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e utilizava seu prestígio público para dissimular lucros obtidos pelo PCC por meio do tráfico de drogas. Ela movimentou R$ 13,6 milhões entre 2018 e 2022 em suas contas pessoais, enquanto outros R$ 14 milhões passaram por três de suas empresas.

Os advogados de Deolane argumentam que o caso não se enquadra nos requisitos legais para uma prisão preventiva. Eles alegam que não haveria risco concreto à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal e destacam que as provas reunidas já estão sob poder das autoridades.

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