Não chegou a ser uma grande surpresa o anúncio das Casas Bahia na última sexta-feira (14). De uma só tacada, fechou 298 lojas e demitiu 1.900 funcionários. Segundo as explicações da empresa, isso faz parte da sua reestruturação financeira e operacional.
De janeiro a junho deste ano as Casas Bahia tiveram prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 3 bilhões. Culpa-se os juros altos, o consumidor mais endividado e a própria situação do mercado. Móveis, eletrodomésticos e eletrônicos dependem muito do crediário para vender.
A estratégia da empresa é manter somente as lojas consideradas lucrativas, eliminando as demais; além disso, está mais focada no comércio digital. E isso a livra de aluguéis caros e do número grande de funcionários. As demissões anunciadas, de 1.900 empregados, podem chegar a três mil.
Com o fechamento dessas lojas, a empresa reduz em 29% o número de suas unidades – chegou a mais de mil em todo o país.
Em nota, o Secor (Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região) manifestou sua preocupação com o fechamento das quase 300 lojas e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.
“Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência”, disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.
Relatos recebidos pelo sindicato ainda constatam que os funcionários foram pegos de surpresa, que ainda aguardam o desenrolar do processo e que esperam por informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria.





