As ações das forças de segurança para combater os crimes contra a vida contribuíram para que o interior de São Paulo registrasse os menores indicadores de homicídios e latrocínios da série histórica, tanto em julho quanto no acumulado do ano.
Em julho, o número de prisões e apreensões chegou a 12 mil, a maior marca registrada para o mês desde 2001. Nos homicídios, o número de casos passou de 116 no ano passado para 86 este ano, uma queda de 25,8%. Nos primeiros sete meses do ano, foram registrados 814 casos ante 845 no mesmo período do ano passado, redução de 3,6%.
Em julho deste ano, foram registrados três casos de latrocínio contra oito no mesmo mês do ano passado, o menor número para julho em 26 anos. No acumulado do ano, foram 25 ocorrências contra 35 no mesmo período de 2025. Pela primeira vez, o indicador ficou abaixo de 30 casos.
O combate a esses crimes envolve investigações e ações estratégicas definidas a partir da análise das ocorrências e dos dados criminais. Para auxiliar nesse trabalho, a Secretaria da Segurança Pública conta com o SP Vida, programa que reúne informações sobre crimes contra a vida, como circunstâncias, motivação, perfil das vítimas, localização e dinâmica dos fatos.
A análise dos dados permite identificar padrões e direcionar as investigações e as ações das forças de segurança para regiões e situações que concentram o maior número de ocorrências. As informações também orientam o planejamento de medidas preventivas e a definição de estratégias específicas para o enfrentamento dos homicídios e latrocínios.
“Nosso objetivo é preservar a vida”, afirma o major Hudson Rosa, coordenador do SP Vida. Segundo ele, o cruzamento de dados contribui para indicar áreas críticas, auxiliar o planejamento tático das equipes e propor estratégias conjuntas. “A análise precisa dos indicadores permite também estreitar os laços entre as polícias Civil e Militar e buscar soluções efetivas para cada região”, complementa o major.
Aumento de prisões
As forças de segurança registraram um número histórico de prisões e apreensões de infratores no interior de São Paulo. Em julho deste ano, foram 12 mil detenções, o maior número para o mês em 26 anos. Em relação ao ano passado, foram 734 prisões a mais.
Desse total, houve aumento de 8,3% nas prisões em flagrante, que passaram de 6.256 para 6.781, e de 10,2% nas apreensões de adolescentes infratores, de 469 para 517.
“Temos trabalhado para que a resposta ao crime seja cada vez mais rápida e precisa. Seja no flagrante ou a partir de uma investigação que resulta em mandado, o importante é conseguir identificar quem está por trás da violência e interromper sua atuação”, afirma o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Além disso, as forças de segurança retiraram de circulação 754 armas de fogo ilegais em julho, 20,2% a mais do que no mesmo mês do ano passado. Dessas, 18 eram fuzis.





