A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo terminou no domingo (13) com números históricos e participação de autores de Jundiaí, que apresentaram suas obras em diferentes estandes ao longo dos dez dias de evento.
Realizada entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Bienal recebeu 760 mil visitantes, superando as 722 mil pessoas registradas na edição de 2024.
Entre os representantes de Jundiaí, a editora InHouse, sob o comando de Marcio Martelli, levou mais de 70 autores ao evento. Outros escritores da cidade estiveram presentes em diferentes espaços da Bienal.
Foi o caso de Rodrigo Malagoli, autor de Crônicas de Solaria, cuja publicação ficou disponível no estande dos Autores Independentes do Brasil durante todo o evento. No último dia da Bienal, o escritor também esteve no espaço para conversar com leitores e fazer dedicatórias nos exemplares adquiridos.
“Participar da Bienal é um marco para todo autor independente. Nossa trajetória é diferente porque, ao contrário das grandes editoras, que contam com uma estrutura completa, muitas vezes cuidamos de todas as etapas: da criação e produção à logística e divulgação. É um trabalho intenso, mas extremamente gratificante. Estar frente a frente com os leitores em um evento dessa dimensão faz todo o esforço valer a pena”, afirmou Malagoli.
Maior edição da história
A edição de 2026 ocupou 87 mil metros quadrados, uma expansão de 28% em relação a 2024. Desse total, 75 mil metros quadrados foram destinados à área expositiva.
Ao todo, a Bienal reuniu 269 expositores e 800 autores, dos quais 91% eram brasileiros. Durante os dez dias de programação, foram ofertados 3,65 milhões de livros.
Mais da metade dos visitantes teve acesso gratuito ao evento. A Bienal também distribuiu R$ 20 milhões em vales-livro, beneficiando mais de 52 mil estudantes, mais de 154 mil servidores da rede municipal e mais de 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Em cinco dias, os ingressos chegaram a se esgotar.
Vendas crescem 57%
Pesquisa realizada com os expositores apontou crescimento de 57% na média diária de faturamento em comparação com a edição de 2024.
Entre os resultados divulgados, a Rocco registrou faturamento 121% superior ao da Bienal paulistana anterior. Sextante e Arqueiro cresceram 82%, enquanto a Intrínseca teve alta de 85%.
A Editora Mostarda registrou crescimento de 50% nas vendas e a VR Editora, de 32%. Já o Grupo Companhia das Letras terminou a edição com aumento de 67% no faturamento e de 55% no número de exemplares vendidos. A Livraria Loyola comercializou mais de 60 mil livros durante o evento.
Para a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sevani Matos, os números mostram a importância cultural e econômica da Bienal.
“Receber 760 mil visitantes, com uma presença tão expressiva de jovens e famílias, e registrar uma forte procura pelos livros mostra o enorme interesse pela leitura quando criamos oportunidades para esse encontro”, afirmou.
Espanha foi o país homenageado
Convidada de honra desta edição, a Espanha participou com o projeto “Confluências”, instalado em um espaço de 500 metros quadrados. Foram 50 autores convidados, em uma programação sob curadoria da escritora Marta Sanz.
A edição também contou com iniciativas de sustentabilidade, como destinação de resíduos, uso de energia de fontes renováveis e maior presença de materiais recicláveis.
Na acessibilidade, foram disponibilizadas estruturas adaptadas para pessoas com mobilidade reduzida. Uma operação gratuita de transporte entre o metrô e o Distrito Anhembi também foi oferecida durante o evento.
Com recorde de público e crescimento nas vendas, a edição de 2026 encerrou dez dias de programação reunindo leitores, editoras e centenas de autores — entre eles, escritores de Jundiaí que aproveitaram a maior Bienal já realizada para apresentar sua produção literária a novos públicos.





