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quarta-feira, 4 novembro, 2026

Brasil pode registrar 1,7 milhão de casos de dengue em 2027

O Brasil pode registrar 1,7 milhão de casos de dengue em 2027, segundo estimativas do InfoDengue/Fiocruz. A previsão ocorre em um cenário de atenção às condições climáticas, com calor e chuvas que podem favorecer a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Diante desse quadro, combinar vacinação, quando indicada, com medidas domésticas para eliminar possíveis criadouros é fundamental para reduzir os riscos.
Uma das opções disponíveis é a Qdenga, vacina desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda. Administrado em duas doses, com intervalo de três meses, o imunizante é indicado para pessoas de 4 a 60 anos, independentemente de já terem tido dengue, e contribui para reduzir o risco de formas graves da doença, complementando outras medidas preventivas.
“A dengue ainda é um desafio no Brasil e oferece grandes riscos à saúde. A vacina não apenas reduz significativamente o risco de infecção, mas também contribui para aliviar o impacto no sistema de saúde, evitando complicações graves e hospitalizações”, comenta Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas (SLV), rede especialista em imunização.
Além da vacinação e do uso de repelentes, eliminar a água parada é uma medida essencial para interromper o ciclo de reprodução do mosquito. Para isso, é importante inspecionar regularmente quintais, varandas, áreas de serviço e outros espaços da casa, identificando recipientes e locais que possam acumular água e se tornar criadouros do Aedes aegypti.
“Recipientes que acumulam água devem ser esvaziados e higienizados com água e detergente neutro. Para isso, é importante esfregar as paredes e as bordas com uma esponja ou escova, ajudando a remover possíveis ovos do mosquito que ficam aderidos às superfícies.”, Kessia Lima da Silva, especialista em limpeza. “Após a higienização, os recipientes devem ser mantidos secos e protegidos da chuva ou armazenados de maneira adequada, evitando o acúmulo de água novamente”, completa.
Pratos de plantas, baldes, garrafas, brinquedos, ralos e calhas também merecem atenção. É importante retirar a água acumulada, desobstruir as passagens e inspecionar esses pontos regularmente para evitar novos focos.
“A prevenção começa com cuidados simples e frequentes. O mais importante é eliminar os focos e evitar que a água volte a se acumular. A combinação de cuidados domésticos, eliminação de criadouros, uso de repelentes e vacinação, conforme as recomendações de saúde, ajuda a reduzir os riscos e a ampliar a proteção contra a dengue”, finaliza a especialista.

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